O cérebro eletrônico faz tudo! Faz quase tudo…

Estadão

21 Março 2011 | 13h05

Numa despretensiosa leitura de fim de tarde, depois de um texto engraçadinho sobre
a despedida do trema na língua portuguesa – “Foi bom enquanto durou. Vou para o
alemão, lá eles adoram os tremas. Saio da língua para entrar na história.”- encontrei um
artigo interessante que falava sobre um celular pra lá de moderno que, com algumas
adaptações, auxilia em vários diagnósticos médicos. Nossa! O meu mal faz as ligações
básicas!

Bom, o assunto já caiu nas principais rodinhas universitárias, como Harvard
e Cambridge. Afinal, segundo uma publicação recente da revista Lancet:
20 pesquisadores afirmam que o atual modelo de formação, que consome,
aproximadamente, US$ 100 bilhões em todo o mundo, não funciona mais.

Em terras Tupiniquins, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da
Medicina), promoverá um seminário internacional sobre o assunto. A proposta inicial
do encontro é fomentar novas e revolucionárias idéias que vão desde mudanças na
graduação dos estudantes de medicina, cursando disciplinas com alunos de enfermagem
e outros profissionais da saúde, até a criação de sistemas híbridos de saúde, em que o
trabalho em equipe seja mais valorizado, eclodindo assim, em benefício e satisfação
para a população que recorre aos serviços de saúde.

Não tem escapatória, o modelo ideal de assistência só será construído em bases sólidas
quando obedecer a cérebros “eletrônicos” aliados a corações pulsantes!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

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