Fuvest: boas mudanças

Estadão

03 Junho 2011 | 11h54

A minha primeira reação ao saber que o vestibular da Fuvest seria alterado foi de espanto. Embora conhecesse as propostas, não imaginava que viriam à tona tão cedo. O aumento da nota de corte e a consideração da primeira fase na composição da nota final são exemplos de mudanças já previstas para o processo seletivo desse ano. Em suma, vejo com bons olhos tais mudanças, o alarmante índice de desistência do último ano é um sinal de que o processo seletivo vinha falhando em alguns pontos.

Em relação à utilização da primeira fase na composição da nota final, trata-se de uma mudança positiva, pois dá mais abrangência – em termos de conteúdo – à prova. Conheço vestibulandos que, mesmo acertando 10 pontos acima da nota de corte, não conseguiram ser aprovados no último exame. Não é meu propósito discutir seus méritos e deméritos mas, em termos gerais, as novas mudanças tornaram o vestibular mais justo.

Talvez o único ponto desfavorável dessas mudanças seja o fato de que a habilidade da escrita teve sua importância diminuída no processo como um todo, o que de certa forma contrasta com o propósito dos novos vestibulares.

Caio Godinho é aluno do Anglo