Finalmente, formado

Estadão

01 Agosto 2011 | 15h02

Terminar uma etapa implica começar outra. Depois de dois anos de aulas, a formatura vem como um reconhecimento por tudo aquilo que tivemos de passar. É um momento de celebrar essa vitória, mas também de se encher de ânimo para buscar novos objetivos e rumos.

Semana passada definitivamente não tive uma rotina de estudante. Iniciar uma nova fase nem sempre é fácil. Nunca é. Ter de adaptar o sonho de entrar em uma boa universidade a novos lugares e a novas opções. Cheguei naquele momento em que se precisa decidir o que fazer da vida. Pra onde ir, o que fazer. Como se isso já não fosse suficientemente amedrontador, o tempo passa e parece que nunca vou conseguir aprender tudo para o Enem.

E descobri – já sabia – que só posso me inscrever no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) no ano que vem, quando completar 18 anos. Isso quer dizer que vou ter de encontrar outra ocupação até poder praticar essa arte de cuidar de seres humanos.

Além de tudo, acho que vou me mudar para Angra dos Reis nesta semana. Um novo lugar para ter de adaptar estudo, fazer novas amizades, buscar trabalho. As coisas vão seguindo seu rumo, afinal.

No fim das contas, o que importa é buscar o que queremos com as armas que tivermos. As armas dos estudantes talvez sejam a persistência e os livros. Confesso que ainda não sei bem como lidar com essa liberdade forçada que vem junto com o peso de escolher que rumo seguir. Acompanhemos os próximos capítulos.

Ederson Oliveira é vestibulando e fez curso técnico em Enfermagem