Finalizando um projeto

Estadão

21 Setembro 2011 | 08h00

E minha estada na Universidade de Rochester começa a se aproximar do fim. Esta provavelmente será a minha última semana de experimentos, e na semana que vem o único compromisso acadêmico é um seminário.

Acho que um dos momentos mais prazerosos de se fazer ciência é quando se chega próximo a ou consegue se completar uma história. Ver os dados todos junto provando a sua hipótese é revigorante. Após um bom tempo trabalhando para tentar fechar a história, conseguir conceber um fim é muito bom.

Ao tentar responder a uma pergunta, você percebe que várias outras se abrem: o seu achado solidificará uma parte do conhecimento e permitirá que você ou outros usem-o como um bloco para responder a novas perguntas. E assim que você solidifica um bloco vem a próxima pergunta, e entre tantas possíveis de serem respondidas, qual trará mais benefício para você e para a ciência ?

Essa resposta provavelmente te levará à sua próxima hipótese na qual você trabalhará, e assim por diante. Até que o campo onde você trabalha fique sem novas perguntas. E apesar de isso ser um objetivo, eu não vejo ele se realizando em nenhum futuro próximo, a curiosidade e humana e a complexidade do sistemas são tão grandes que me parece que sempre haverão perguntas.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP