Fim de etapa: estágio

Estadão

06 Junho 2011 | 10h59

Finalmente acabei de fazer meu estágio. Foram 300 horas na Unidade Básica de Saúde e outras 300 no Hospital Municipal. Foi um período de grande aprendizado e novas experiências enquanto estudante.

O começo foi marcado pela insegurança. Nunca tinha feito nada semelhante, além de ainda não ter segurança suficiente em relação às técnicas de enfermagem. Apesar de todas as orientações da orientadora, era inevitável ficar um pouco ansioso para saber como seria isso.

Identifiquei-me mais com o hospital, especificamente com a parte de urgência e emergência. E esse é, além de vários outros, o papel do estágio: ajudar a se orientar na profissão. A definir em qual setor vai preferir atuar, ou mesmo, se aquela é realmente a melhor opção pra você.  

Fiz a carga horária em uma cidade vizinha, o que dificultava um pouco. Preferia fazer o dia todo para cumprir as horas, às vezes nem dava pra comer direito. Apesar de tudo, aprendi. Encontrei profissionais com pouca vontade de ajudar, mas aqueles que se preocupavam com isso superaram qualquer expectativa, contribuíram demais.

A sugestão que eu dou é se interessar por tudo, perguntar, ir atrás. O que não for aprendido ali será cobrado por um preço bem mais caro mais tarde.

Acredito que tudo é assim. Nem sempre tudo vai ser fácil, mas o resultado final valerá à pena. Todas as horas que passei dentro daquelas paredes foram importantes, os erros e os acertos. Me sinto bem mais embasado para decidir o meu futuro agora.

Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem

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