Ética, um exercício

Estadão

12 Junho 2011 | 18h13

Aulas de ética profissional estão na grade do curso técnico no primeiro período. Ou seja, faz um ano e meio que tive essa disciplina. No geral, não era a aula que a turma mais gostava de participar. Percebo o quanto essa palavra – que a maioria de nós entende mas não consegue definir muito bem – é importante para lidar com as particularidades e intimidades de pessoas.

Talvez ser ético seja, ou deveria ser, um pré requisito quando se pensa em trabalhar na área de saúde, na qual você só tem acesso a informações por exercer suas funções. Conseguir que essa palavra se torne parte do dia-a-dia é tão importante quanto executar as técnicas de enfermagem com destreza quando o intuito é ser completo no trabalho.

Ser ético no sentido de se esforçar para manter a dignidade do paciente resguardada, de saber respeitar as decisões que somente a ele cabe. Seguir o princípio da confidencilidade, que nada mais é que não tornar público o que é pessoal, salvos casos jurídicos ou que envolvam risco de vida. Ser honesto, saber balancear aquilo que o paciente deve saber e aquilo que pode ser evitado para seu menor sofrimento.

Cria-se um laço de confiança com o público, ele sabe que você delimita muito bem o que é do âmbito pessoal e o que é relativo ao trabalho. E isso é fundamental, cultivar essa credibilidade facilita quando o assunto é mais íntimo ou deixa a pessoa constrangida.

Gostam de falar que estamos na época dos valores perdidos, da banalização do que é essencial, então a sala de aula tem papel importante na hora de mudar isso. Formando acadêmicos conscientes de suas responsabilidades e fundamentados nos princípios éticos que norteiam a enfermagem humanizada.  

Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem