Duas semanas, muitos acontecimentos

Estadão

31 Janeiro 2012 | 13h45

* (este texto foi enviado para publicação em 18 de janeiro)

Primeiro, a segunda fase Fuvest (de 8 a 10 de janeiro). Três cansativos dias de quatro horas de prova cada. Achei o primeiro exame tranquilo. A avaliação era de português e redação. As questões, dez ao total, foram de fácil interpretação. Cobrava pouca gramática e exigia capacidade de interpretação. Consegui responder quase tudo sem muita dificuldade. O tema da redação (“Participação política: indispensável ou superada?”) foi simples e claro e a coletânea de textos, objetiva. O tema me deixou feliz porque foi algo que tive a oportunidade de debater num grupo de discussões do cursinho, o Café e Sofia. Era algo sobre o qual eu já tinha uma base e isso me ajudou muito.

O segundo dia (avaliação de inglês, história, geografia, química, física, biologia e matemática) foi mais complicado. Entre as 16 questões, as mais complicadas ficaram por conta da área de Exatas. Humanas, no entanto, não ficou muito atrás. Este segundo dia cobrou mais dos vestibulandos a utilização de conceitos e exigiu mais conhecimento.

O terceiro dia, quando fiz 6 questões de história e outras 6 de geografia (minhas matérias específicas), parecia ter grande chance de ser mais fácil. Mas não foi o que ocorreu. O último dia foi tão complicado quanto o segundo; foi uma prova exigente.


Depois, inscrição no Sisu. Estava escolhendo entre Unifesp, para Filosofia, e UFABC, para Ciências e Humanidades. Por conta da localização das universidades (pensei em transporte e mobilidade) coloquei a UFABC como primeira opção. O resultado veio no dia 13 (antecipado em dois dias pelo MEC). Fui selecionada para a minha primeira opção e convocada para matrícula no dia 19. Algo que realmente me deixou feliz. O primeiro resultado positivo.

Em seguida veio a Unicamp. Mais três dias com quatro horas de prova cada. E eu, que tinha achado a Fuvest cansativa, descobri que a Unicamp é exaustiva. Cada dia de exame possui 24 questões, todas com itens “a” e “b”.

No primeiro dia, questões sobre língua portuguesa, literaturas e matemática. Achei que o tempo de prova não foi suficiente para responder aos 48 itens, especialmente porque matemática sempre cobra um tempo a mais e português pede respostas mais longas. Na minha sala apenas duas pessoas terminaram a prova antes do fim do tempo; as outras (assim como eu) ainda estavam respondendo quando o fiscal declarou o fim do primeiro dia. Português e literatura foram matérias tranqüilas. Matemática, mais complicada.

No segundo dia foi aplicado os exames de Ciências Humanas e artes e de língua inglesa. No entanto, não houve questões sobre artes. E também não notei nada relacionado a artes nas questões de Humanas, caso caíssem questões interdisciplinares.

As provas de história e geografia da Unicamp cobraram mais que as da Fuvest. Havia muito conceito, porém nada fáceis de se explicar. As questões cobraram conhecimento e capacidade de associar acontecimentos. Foi uma prova difícil.
Inglês estava fácil. Textos de fácil interpretação e questões objetivas. Para finalizar a segunda fase, o terceiro dia apresentou questões sobre as Ciências da Natureza (física, química e biologia). Foi a prova mais difícil e cansativa, principalmente por trazer as três matérias nas quais tenho mais dificuldade. Fiz apenas metade da prova.

Biologia foi a menos complicada. Já física, embora os dados fossem claros e algumas questões apresentassem fórmulas, para quem tem dificuldade com a matéria, como eu, foi a parte mais trabalhosa.

Química cobrava conhecimentos específicos, mas também capacidade de associação com acontecimentos do dia a dia.

Terminadas as segundas fases, chegou ao fim o meu período de estudos e vestibulares. Posso dizer que 2012 começa agora.

Irei me matricular na UFABC e isso me dará a certeza de ser uma estudante universitária neste ano.

E enquanto aproveito meu merecido descanso, aguardo os resultados da Fuvest e da Unicamp que saem dias 3 e 6 de fevereiro, respectivamente. Se forem positivos, então terei que fazer novas escolhas. Todavia, por enquanto nada de preocupação nesse sentido.

Finalmente posso me dar o direito de descansar sem ficar com peso na consciência depois. Vou aproveitar para me dedicar a tudo o que me privei neste último ano, como passeios e leituras. Privações que, junto a dedicação, resultaram nos já positivos resultados.

Então é isso, férias!

Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli

* Texto atualizado às 21h do dia 1/2