Como estou escrevendo?

Estadão

07 Outubro 2010 | 08h00

Esta é a pergunta que eu faço toda semana. Pelo fato de estudar por conta própria, sem nenhum tipo de orientação paralela, eu mesma precisei elaborar um método para responder a minha pergunta.

Como nunca tive aulas de Redação, julguei importante conhecer a “teoria” ensinada nos cursinhos. Consultei alguns livros e apostilas. A maioria deles ensina que “estudar gramática ajuda a escrever um bom texto”. Não concordei com a metodologia. Busquei alternativas.

Em seguida, recorri aos manuais e guias de textos jornalísticos. São os melhores. Adaptei as orientações para as propostas de vestibular. Adotei os parágrafos curtos e abandonei as proparoxítonas. O cálculo do índice de legibilidade do texto também ajuda bastante. Assim, estou sempre atenta para não cair num texto muito longo e enfadonho. A chave é escrever de forma simples.

Outro exercício que tem me ajudado muito é associar minha leitura complementar (não-obrigatória) a temas típicos de vestibular. Um exemplo: a figura do filósofo Diógenes, que andava pelas ruas de Atenas com uma lanterna na mão procurando um “homem honesto”, me faz associa-la ao tema “honestidade”. A história é interessante e permite uma boa introdução e desfecho numa redação, além de uma citação filosófica.

Enfim, é isso. Redação não é uma disciplina como matemática, de certo ou errado. Na minha opinião, é a mais difícil de ser trabalhada por conta própria. Às vezes, deixo de estudar outras matérias para me dedicar aos textos. Ponho na ponta do lápis o que está muito bom e o que precisa melhorar. Escrever, ler e reescrever.  Sei que não é perda de tempo. Na Unicamp, a redação vale metade da nota. Com certeza, minha dedicação na escrita vai fazer a diferença.