Cientista é tudo igual

Estadão

06 Julho 2011 | 14h34

Depois de quase duas semanas aqui nos EUA percebo que os pós-graduandos são iguais no mundo todo. As preocupações com a tese e o gosto pela ciência se repetem e é interessante como todos trabalham mesmo na ausência dos orientadores.

Nesta semana se comemora a Independência dos EUA (dia 4 de julho), e muitos tiram a semana toda de folga, inclusive alguns orientadores. Mas isso não impediu a presença dos alunos no laboratório. Na verdade, até encontrei uma aluna de graduação no sábado que ia ficar trabalhando até as 23h!

Eu ainda estou aprendendo as técnicas novas, mas se tudo correr bem, faço o meu primeiro experimento esta semana. Espero que na próxima semana eu já tenha aprendido o suficiente para conseguir estruturar todos os experimentos e assim programar melhor meu tempo no laboratório.

A vida aqui tem sido muito mais fácil do que eu esperava. O pessoal é receptivo e todo mundo está disposto a me ensinar. Estou conseguindo aprender e estudar tudo que preciso em um ritmo bom. E a experiência de viver em uma cidade “pequena” (eu vivo em São Paulo, então quase tudo é pequeno…) tem sido muito agradável.

Por fim, queria contar que existem diversas oportunidades para alunos da graduação virem visitar universidades americanas e tentarem fazer pós por aqui. Vou tentar descobrir os sites e quais são esses programas e coloco aqui no próximo post.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP