Brincar de escrever

Estadão

16 Dezembro 2010 | 11h48

Revirando o meu arquivo escolar, isto é, papéis e cadernos velhos, encontro algo que não via há muito tempo: meu primeiro texto literário. Escrito em letra pouco legível, minha narrativa datava de 2001, quando eu tinha apenas nove anos.

Não estranhei a existência da historinha. Ainda é muito viva na minha memória a época em que eu brincava de escrever. Poemas, “reportagens”, motes de tirinha. Escrevia de tudo um pouco. Ziraldo, Ruth Rocha, Lewis Carroll e Monteiro Lobato foram alguns autores que deram o gás que eu precisava para compor meus primeiros textos. Esse que encontrei – infelizmente sem título – mostrava claramente essas influências. Uma releitura “manca” do Sítio do pica-pau-amarelo. Bonecas e animais falantes. Crianças sapecas. O bem sempre vencendo.

Sem nenhuma pretensão, a tal brincadeira que inventei acabou me aproximando da leitura. Cada vez mais eu lia e, conseqüentemente, mais escrevia. Ainda no ensino fundamental, participei de vários concursos literários, mas não ganhei nenhum. Continuo escrevendo acreditando em um dia me firmar como escritora.

Ter me reencontrado quase dez anos depois com aquela pequena leitoracheia de sonhos foi uma grande emoção. E acabei descobrindo que, de lá pra cá, não mudei muito…

Bianca estuda por conta própria para entrar em Letras

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