A droga no âmbito escolar

Estadão

05 Julho 2011 | 07h43

A realização da Marcha da Maconha, agora autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu nesse sábado mais de dois mil participantes. Paralelamente, entra cartaz “Quebrando o Tabu”, recém lançado documentário protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Somados, ambos movimentos propõem uma nova visão a cerca da questão das drogas no Brasil, dando a elas grande  visão no cenário nacional. Cenário este que envolve milhares de estudantes que convivem cotidianamente com essas substâncias dos mais diversos modos. Dessa forma, como se dá, no Brasil, a abordagem escolar a respeito desse assunto tão presente na vida dos jovens?

Em primeiro lugar, não estou aqui defendendo uma posição quanto à legislação do país no que se refere às drogas. Porém, acredito que não é porque a maioria delas é ilícita que devem virar um tabu. Pelo contrário: a educação escolar deve dar devida importância a esse assunto para começarmos a ter avanços nesse tema.

Falo isso porque sinto que a abordagem desse tópico nas escolas muitas vezes é inexistente. Ou, talvez pior, restringe-se a um discurso dogmático e irreversível, sem criar qualquer tipo de espaço para discussões ou diálogos entre alunos e educadores. Afinal, seja optando pela proibição, descriminalização ou legalização, a conscientização é o primeiro passo para que qualquer postura tomada seja consciente ou minimamente eficaz.

Por fim, a droga encontra-se presente na vida do homem através das mais diversas áreas do conhecimento, sendo sua discussão de essencial relevância ao Brasil. Assim, se ela está atrelada à vida do estudante, por que não debatê-la e estudá-la de modo a encontrar alternativas para a sua situação no país ?

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz