Tempo é pontuação

Estadão

26 Outubro 2010 | 08h00

Tempo é uma coisa que costuma estar na cabeça do vestibulando. O final do ano está chegando, por exemplo, e as provas também. Tanto tempo se passou, e será que aproveitei bem para estudar? Ou será que poderia ter disperdiçado menos tempo?

Uma das coisas que faço – ou neuroses que tenho – é cronometrar o período que passo resolvendo uma questão discursiva. Ano passado, na segunda fase da Fuvest, entreguei a prova com duas questões em branco. Falta de conhecimento? Mais de tempo, eu acho.

Se bem que, se eu conseguisse organizar as ideias com mais facilidade, ou, em outras palavras, se tivesse mais habilidade em redigir, eu seria mais rápida. Percebi que minha dificuldade – e demora – em responder não está necessariamente em saber o que a questão pergunta, mas conseguir escrever a resposta.

Ponto para os professores do cursinho que focam nessa área. Pena que nem todos pensem assim. Algums mandam conteúdo atrás de conteúdo. Os vestibulares cobram expressão e articulação. Mas quem ensina?

E não sou só eu que tenho dificuldade nisso. Muita gente no cursinho reclama. E nos simulados, não são poucos os que vão mal na parte escrita. Só me resta continuar contando o tempo que levo para responder, e torcer para que ele diminua.

Cinthia é vestibulanda do Etapa e vai prestar Administração e Economia

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