As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

USP fica na 77ª posição no ranking US News and World Report

Roberto Lobo

06 Novembro 2014 | 22h08

Cada ranking é um ranking diferente, não necessariamente mais certo ou mais errado que os demais. Ele terá valor se sua metodologia for consistente e seu banco de dados suficientemente amplo e confiável. Os rankings classificam os objetos pesquisados transformando indicadores em notas e médias são calculadas atribuindo-se pesos às notas referentes a cada indicador. Dependendo dos indicadores escolhidos e dos pesos atribuídos a cada um deles, cada ranking classifica os objetos de análise em listas que são distintas por sua própria origem.

Se os critérios são razoáveis e próximos nas definições dos indicadores de diferentes rankings, a tendência é que haja uma boa coincidência entre seus rankings. A maioria desses rankings valoriza enormemente a pesquisa, ainda que esse não seja o único objetivo de uma universidade, mesmo as chamadas de pesquisa. Ensino e educação são objetivos tão importantes e mais fundamentais de uma IES do que a pesquisa, mas é difícil aferir quantitativamente esses resultados e quando são medidos esses indicadores não são os mais relevantes (relação aluno/professor e ex-alunos prêmios Nobel, por exemplo).

Há mais de uma década rankings universitários mundiais e regionais vêm sendo calculados e apresentados publicamente, estimulando ou constrangendo instituições de ensino superior no mundo todo. Há variações nas colocações de determinada instituição de um ano para o outro e de um ranking para outro. Esses resultados pontuais devem ser tomados com cautela, porque sofrem variações de critérios ao longo do tempo. Deve-se observar a média histórica e sua evolução – e também a posição da instituição nos diferentes rankings – para se ter uma ideia da trajetória da IES. Apesar das divergências, dificilmente uma universidade entre as melhores de um ranking estará entre as piores de outro, porque a cultura da qualidade permeia as instituições e se reflete na maioria dos indicadores.

Agora saiu um novo ranking publicado pela revista US News and World Report, que tem grande tradição nos Estados Unidos de produzir rankings sobre tudo, em particular sobre cursos e instituições de ensino: melhores faculdades, melhores cursos, melhores programas de pós-graduação por global e por área, melhor custo benefício, melhores colégios, melhores cursos online e até rankings como as melhores universidades árabes. Esse novo ranking é o “Best Global Universities”.

Nele, a USP é a melhor da América Latina e 77.ª do mundo, seguida pela UFRJ (247.ª), UNICAMP (254.ª), a Universidade de Buenos Ayres (260.ª) e a Universidade Autônoma do México (294.ª). Outras surgem a partir do 300.º lugar.

As áreas de pesquisa mais fortes da USP, segundo esse ranking, são Agricultura (5.ª do mundo), Ciências das Plantas e Animais (19.ª), Toxicologia e Farmacologia (36.ª) e Matemática (46.ª). A Universidade de São Paulo tem um total de 10 áreas de pesquisa colocadas entre as 100 melhores do mundo.

É um bom resultado para a USP, que também obteve bons resultados em outros rankings respeitados. O mais importante é que esses resultados sirvam de estímulo para a ascensão contínua de nossas universidades no conjunto do ensino superior mundial.