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Precisamos melhorar impacto das pesquisas e número de patentes

Redação Estadão.edu

03 Junho 2013 | 12h31

Na última década várias organizações vêm divulgando rankings internacionais de universidades baseados em diferentes indicadores como a produção científica relevante, o porte da instituição e a presença de professores e ex-alunos agraciados com premiações, a internacionalização ou, até a presença na mídia, ou na web.

Alguns gestores universitários consideram que os rankings não significam muito porque são baseados em critérios voltados aos países líderes. No entanto, os diferentes rankings podem dar informações não só sobre o reconhecimento internacional das universidades, como oferecer instrumentos de análise para identificar, estatisticamente e de forma comparativa, as principais características das universidades que conseguiram atingir esta proeminência.

No entanto, é importante apontar que seria um equívoco utilizar os critérios dos rankings somente para forçar artificialmente os indicadores que devem ser atingidos, naturalmente, pelas boas universidades. É como no vestibular: não se deve preparar para passar, mas se deve passar por estar preparado.

Nestes rankings, as universidades brasileiras não vinham se destacando proporcionalmente a outros dados brasileiros, como o PIB e a produção científica. No entanto, nota-se uma paulatina melhoria da colocação de várias de nossas universidades em praticamente todos os rankings internacionais. Um exemplo é a 6ª posição mundial alcançada agora pela USP na área de Ciências Agrárias no URAP (University Ranking by Academic Performance), sem dúvida um importante reconhecimento de qualidade que influenciará os estudantes e professores de outros países.

É fato que ainda precisamos melhorar nos níveis de impacto de nossas publicações e na transformação de muitos desses conhecimentos em inovações e patentes para aumentar nossa competitividade internacional e a análise dos rankings pode ajudar.

 

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