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A USP após a greve

Situação financeira da universidade ainda não está resolvida

Redação Estadão.edu

18 Setembro 2014 | 19h23

Parece claro que a situação financeira da USP não estará resolvida com o final da greve, muito pelo contrário – continuará o déficit anual para gastos de manutenção, incluindo salários, em relação ao orçamento proveniente do Estado. As reservas continuarão sendo consumidas em uma proporção que dependerá do eventual crescimento do ICMS e da política de reajustes salariais das universidades estaduais paulistas.

A universidade está procurando soluções para equilibrar as finanças, mas isso só deve ocorrer no médio prazo, por meio de programas como a mobilidade de funcionários para evitar contratações para substituição de pessoal aposentado ou demissionário em setores onde pode ser reduzido o pessoal com a informatização e desburocratização de processos. Há também o programa de demissão voluntária que poderá trazer resultados no médio prazo.

Para concluir, é importante observar que os aumentos salariais praticados e noticiados, na gestão anterior, que ficaram muito acima da inflação, principalmente para os funcionários, (que até poderiam ter sido justificadamente, se não legalmente, considerados como adiantamentos de reajustes salariais) não serviram para atenuar os movimentos reivindicatórios e grevistas dos servidores, o que soa mal para a sociedade paulista, que já parece um pouco cansada com as sucessivas crises e manifestações de corporativismo da Universidade.