As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

60% das empresas do Reino Unido acreditam que doutores são vitais para manter competitividade

Levantamento é do Conselho de Pesquisas em Engenharia e Ciências Físicas do Reino Unido (EPSRC)

Redação Estadão.edu

05 Agosto 2014 | 13h36

Já escrevemos sobre o importante papel dos doutores em Engenharia, Matemática e Ciências Físicas, na capacidade de inovação e, consequentemente, na competitividade de um país. Recentemente, o Conselho de Pesquisas em Engenharia e Ciências Físicas do Reino Unido (EPSRC) fez um levantamento importante, envolvendo 86 das maiores indústrias com forte atuação em Pesquisa e Desenvolvimento sediadas na região, que incluiu a Airbus, Jaguar Land Rover, Unilever, GSK e Rolls-Royce.

O estudo buscou aferir o impacto econômico e social nessas empresas, causado pela contratação de PhD’s, com o propósito de verificar a eficácia dos investimentos da EPSRC no treinamento de doutores – que representam 25% dos gastos da instituição.

Sessenta por cento das empresas afirmaram que não poderiam manter sua competitividade ou que perderiam em desempenho se não pudessem contratar doutores, porque eles são vitais para manter a competitividade comercial, melhorar o desempenho comercial da empresa e elevá-las relativamente a seus competidores. Afirmaram, também, que doutores ajudam a aumentar a competência da empresa, se adaptam a novas funções em menos tempo e se tornam mais produtivos do que os demais funcionários que não possuem PhD.

Por isso, 63% das empresas ouvidas afirmaram que contratar doutores em seus processos de recrutamento é uma prioridade. Além disso, 30% não procuram doutores diretamente, mas afirmam que essa formação aumenta as chances de contratação. Somente 7% não trabalham com esse foco.

O estudo mostra que os impactos dos doutores nas organizações se devem às habilidades desses profissionais, sua competência técnica, o pensamento mais inovador e criativo e a capacidade de resolver problemas e enfrentar situações inesperadas. Reproduzo algumas frases dos empregadores que ilustram essa situação:

“Nossos doutores agem como embaixadores de nossa empresa junto à comunidade científica, o governo e a comunidade comercial.”

“PhD’s tendem a ter um pensamento mais crítico, questionam as formas tradicionais de resolver alguns problemas, pensam nos problemas antes de comentá-los e demonstram uma grande disposição para enfrentar desafios.”

“Nossa empresa está fortemente empenhada a resolver problemas para o governo nas áreas de meio ambiente, saúde e segurança, graças à liderança dos doutores em projetos inovadores”.

Quando se observa que somente 2% de doutores no Brasil estão nas empresas e entendemos como eles são e para quem estão sendo formados – e também a visão do empresariado sobre a formação acadêmica pós-graduada – percebemos o quanto ainda nos falta percorrer para entrarmos competitivamente no mercado global das inovações.