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Vestibulanda exige companhia da mãe

Redação

10 Janeiro 2011 | 13h06

A funcionária pública municipal Claudia Esteves Corazza Rodrigues, de 45 anos, fez questão de acompanhar a filha Mayara Corazza Rodrigues, de 18 anos, até o campus da Unip em Santos, onde hoje acontece o segundo dia de provas da segunda fase do vestibular da Fuvest.

“Ela tem medo de andar na rua sozinha”, conta a mãe da candidata a uma vaga no curso de Gestão Ambiental, completando que se a filha for estudar em São Paulo, ficará com o coração partido, mas sabe que os filhos tem que seguir seus caminhos.

“Mas se eu passar, vou e volto de Santos todo dia de fretado porque lá na USP Leste não tem moradia estudantil”, conta a jovem, que terminou o ensino médio em 2009 e fez um ano de cursinho em 2010. “Eu passei na Unesp no ano passado, mas era longe. E também desisti de fazer Psicologia”, completa.

Já o estudante Gustavo Ferreira, de 19 anos, mudou-se para São Paulo mesmo antes de passar no vestibular. “Eu sou de Santos, mas mudei para lá no ano passado porque o cursinho que faço dizem que é o melhor do Estado”, explica ele, que concorre a uma vaga no curso de Direito.

Ele conta que já está matriculado na PUC-SP para garantir e está seguro que foi aprovado também na UFRJ por causa da sua nota. “Se eu passar na UFRJ mudo pro Rio, mas o que eu quero mesmo é estudar no Largo São Francisco”, afirma ele sobre a tradicional faculdade de Direito da USP.

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