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‘Vale a pena cruzar o Atlântico’

Redação

18 Dezembro 2011 | 15h00

* Por Lívia Kilson, de 17 anos, aluna do 3.º ano do ensino médio em Macaé (Rio). Faz intercâmbio na República Checa desde agosto pela American Field Service

“Faltou contar no primeiro texto sobre como cheguei até aqui. A ideia de fazer intercâmbio começou meio vaga e envolta em dúvidas e preocupações. Mas, depois de muita conversa, eu estava ali, na cadeira da reunião da AFS. Me apaixonei pelo slogan da agência logo de cara: “Conectando vidas, partilhando culturas”. Ali eu conheci a história de gente que sonhava com um mundo melhor, onde haveria cumplicidade e respeito entre todos os povos. Naquele momento, decidi que queria mudar minha vida.

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Eu só podia escolher um entre 194 países para realizar o sonho do intercâmbio. Minha vontade era me dividir em mil pedacinhos e ter um pouco de mim em cada lugar, mas não podia. Foi uma das decisões mais difíceis de minha vida colocar a República Checa como minha primeira opção. Trata-se de um pequeno país do leste europeu, com uma grande história de força e revoluções. Agora, aqui estou. E desde que saí do país do samba para pisar em solo tcheco, não tenho outra palavra para descrever a experiência senão como “surreal”.

Em pouco tempo algumas pessoas haviam se tornado especiais para mim. Conheci gente de várias nacionalidades. Vieram para cá entre 70 e 80 intercambistas, mas não conseguimos reunir todo mundo nos camps – encontros promovidos pela AFS para discutir como estão as coisas. É uma oportunidade pra gente questionar sobre coisas que não achamos certas, falar da vida com a nova família, dos novos amigos, da rotina na escola, etc. Estou tão adaptada que não tive nenhuma reclamação a fazer.

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Pelo menos 30 intercambistas participaram dos dois camps comigo. No primeiro, éramos conhecidos de nacionalidades diferentes, que trocávamos umas palavras aqui, outras ali. É claro que eu, como boa brasileira e latino-americana, não tinha muita dificuldade nessa parte. Mas no segundo camp sentimos que já não éramos mais conhecidos. Agora somos amigos, quase irmãos. Japoneses abraçam brasileiros, tailandeses ensinam gírias a italianos, venezuelanos falam sobre a faculdade com alemães e por aí vai.

Ah, antes de concluir, queria dizer que já estive em Praga. Aproveitei um feriado para conhecer a “cidade do relógio”, ver as esculturas, andar pela Karlův Most. Me senti em um filme naquele lugar, onde as ruazinhas são de pedra e são lindos a arquitetura, teatros, castelos, lojas de rua. Marquei o nome de pessoas queridas na Lennon Wall. E tinha muitos turistas. Praga é uma perfeita cidade cosmopolita e que nunca para. Não deixe de visitar se um dia você atravessar o Atlântico. Vale a pena!”

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