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Tranquilidade marca primeira fase da Fuvest na Baixada Santista

Redação

27 Novembro 2011 | 17h42

* Por Zuleide de Barros, especial para o Estadão.edu

SANTOS – Sem grandes ocorrências e até mesmo sem os costumeiros atrasos, que sempre geram protestos por parte dos estudantes, as provas da primeira fase do vestibular da Fuvest transcorreram em clima de tranquilidade, neste domingo, na Baixada Santista. Até o final da tarde, a coordenação não havia computado o índice de abstenção que, historicamente, não ultrapassa os 10%. Do total dos 146 mil inscritos, 3.026 candidatos residem na região, fato que levou os coordenadores a reunir os estudantes em um local amplo. Daí a escolha da Universidade Paulista (Unip) para centralizar as provas.

Mesmo anunciando que os portões da universidade seriam abertos às 12h30, a coordenação resolveu antecipar a entrada dos vestibulandos para o meio-dia. Mas bem antes desse horário, uma multidão de estudantes e de familiares já se concentrava em frente ao prédio da Avenida Francisco Manoel, na Vila Mathias, para a espera. Com o objetivo de acalmar o ânimo dos estudantes, alguns cursinhos improvisaram um pagode bem animado, com paródias de músicas bem
conhecidas dos vestibulandos, como a “Deixa a Vida Me Levar”, de Zeca Pagodinho. Também não faltaram a distribuição de brindes e, para amenizar o mormaço – a temperatura estava em torno de 27 ºC, muita água e picolés para os estudantes e familiares, que compareceram em massa, a fim de dar uma força aos candidatos.

Além dos jovens que já vêm tentando uma vaga na universidade há um ou dois anos, havia muitos treineiros, estimulados por familiares e pelos professores do ensino médio a conhecer a prova da Fuvest. A enfermeira Lúcia Nakao acompanhava os dois filhos: Marco Aurélio, que há dois anos tenta uma vaga em Engenharia ou Matemática na USP, e a filha Tatiana,
de 16 anos, como treineira, que se inscreveu para o ramo de Humanas, a fim de testar seus conhecimentos, sem ainda definir a carreira que pretende seguir. “Meu marido foi professor de cursinho pré-vestibular, mas mesmo depois de orientar bastante os filhos, a ansiedade nossa ainda é grande”, afirmava Lúcia.

Stephanie Soares Rocha, de 17 anos, não parecia muito ansiosa. Ela acaba de concluir o ensino médio em uma escola pública de Praia Grande e dizia que confiava nos ensinamentos que recebeu, mesmo sem fazer cursinho pré-vestibular. “Aproveitei o dia de ontem para relaxar e não pegar mais nos livros”, confidenciava, com o apoio do pai, Renato Alves Rocha, que fazia questão de apoiar a filha na entrada da Unip.

Outro estudante confiante era Cainã Ferraz, de 16 anos, que participava da prova como treineiro, já que ainda cursa o segundo ano do ensino médio. “Vou explorar ao máximo as cinco horas de prova, porque não tenho muito compromisso, além de me preparar para o vestibular do ano que vem, quando pretendo obter uma vaga para a carreira de Direito, na USP”, completava.