As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ministro e secretário falam sobre o Enem

Redação

08 Junho 2009 | 12h30

Haddad fala sobre o ranqueamento das escolas a partir das notas do Enem. Segundo o ministro, o Mec divulga os resultados e o ranqueamento é uma cobertura que a mídia faz, para informar melhor os cidadãos. “Eu acho que os pais entendem essa diferença. Na verdade, o resultado por escola serve como uma orientação para que eles se aproximem das escolas de seus filhos, comecem a cobrar o tipo de educação que estão recebendo. Isso é essencial para a educação.”

O resultado também mexe positivamente com as escolas. “Elas discutem o assunto, fazem reuniões etc. No primeiro ano a questão do ranking causou ‘briga’ no País e hoje, quatro anos depois, ninguém tem dúvida que ajudou a formar um paradigma de educação.”

Quanto às mudanças do Enem, o ministro diz o objetivo primordial é adequá-lo para que possa ser comparável ao longo do tempo. “As alterações são evoluções naturais dos instrumentos de avaliação do país. O Brasil hoje está na dianteira dos processos de avaliação”.

Segundo o secretário Paulo Renato, às notas das escolas obtidas pelo Enem são questionáveis, pois não é possível ter a certeza que a mostra de cada escola é significativa, estatisticamente não há como compará-las.

Sobre as mudanças promovidas pelo Enem, o secretário diz ser crítico desde o início. “Acho louvável o objetivo de resolver a mobilidade dos candidatos, mas identifico alguns problemas.” Segundo ele, para ser um processo seletivo, o Enem levará em conta mais o conteúdo e deixará de ser um exame geral de avaliação, sua função inicial.

O ministro Haddad falou que era um pedido das universidades que o MEC desse “um passo mais ousado” na mudança do exame. “Não critico a forma antiga do exame, mas havia o pedido para que ele abordasse mais conteúdo na prova, sem perder sua forma antiga”, diz.

Ele completa que antes as universidades eram relutantes quanto a adoção do exame e que, com as mudanças, 45 instituições vão utilizar o Enem. No ano passado, apenas 14 adotavam o exame. O ministro aponta ainda que o novo Enem aumentará o acesso às universidades.