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Escolas usam tablet, mas falta desenvolver didática própria

Redação

21 Abril 2012 | 23h27

*Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

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Leiza Oliveira, da Minds, escola que pôs todo o material no tablet. Foto: José Luis da Conceição/AE

Quando passou no curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Nilton Fernandes, de 21 anos, decidiu investir pesado no aprendizado de inglês. “A ciência fala inglês. A maioria dos artigos que os professores passam são no idioma, portanto é necessário sabê-lo bem.”

Ao matricular-se na Minds, escola indicada por amigos, Nilton teve uma surpresa: ele poderia comprar o material didático em papel ou no tablet. Acostumado com os livros impressos, ele não teria aderido ao tablet se não houvesse ganho o equipamento em uma promoção da escola. De qualquer modo, ficou satisfeito com o resultado. “Gosto muito dos livros, mas o tablet tornou minha vida muito mais prática e dinâmica.”

A Minds afirma ser a primeira escola de idiomas do Brasil a deixar todo seu material didático disponível no tablet. Segundo Leiza Oliveira, diretora da escola, oferecer o conteúdo digital foi uma decisão pedagógica, já que os alunos estavam enfrentando dificuldades no aprendizado, especialmente nos exercícios de audição. “O tablet agrega o som diretamente aos exercícios. Além disso, permite aos professores passar exercícios extras e usar a internet intensivamente.”

Leiza não esperava que o tablet fizesse tanto sucesso. Ela conta que, ao verem colegas usando o dispositivo, alunos que antes haviam recusado o equipamento resolveram adotá-lo. Outra surpresa foi a distribuição geográfica da adesão à novidade. “De todas as nossas filiais, as da Região Norte foram as que mais tiveram adeptos.”

Para a professora de linguística aplicada Vera de Paiva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o tablet se destaca no uso em sala de aula por integrar diferentes mídias. “As práticas sociais da linguagem mudaram e o ensino precisa mudar junto”, diz. “O tablet é um ótimo incentivo à leitura, mas ainda não estamos criando material específico para essa nova mídia.”

O diretor de Marketing do Iesde, empresa especializada em educação a distância, Bruno Branco, concorda com a especialista. “O tablet é crossmedia, ele tem uma linguagem própria que pressupõe o uso intensivo de vídeos e de interação, muito diferente dos tradicionais cursos online.” Para Branco, o futuro da educação está no tablet. “Mas precisamos pensar em como integrá-lo a uma didática eficiente.”

Mesmo que sua escola não tenha o material didático no tablet, você pode usá-lo baixando aplicativos. Logo abaixo vão algumas opções de aplicativos para iPad e Android que podem te ajudar a aprender outro idioma.

Aplicativos para iPads:

Gratuitos
Google Translate: É exatamente como o tradutor do Google disponível online.

Hello-hello World: Oferece lições básicas em 11 idiomas, incluindo inglês e português. Além disso, conecta os usuários com outras pessoas interessadas no mesmo idioma para troca de informações.

Pagos
Conversation English (IS$ 2,99): São mais de 150 frases e expressões, além de 14 lições com exercícios, para aprimorar suas habilidades no inglês.

Business English Power Verbs (US$ 2,99): Aplicativo com uma lista de verbos e expressões comuns no ambiente empresarial.

Aplicativos para Android:

Gratuitos

Busuu Online: A rede social Busuu também oferece um aplicativo para celular e tablet. Os 12 idiomas que compõem o Busuu estão disponíveis como aplicativo.

Babbel:  O aplicativo Babbel, largamente difundido nos celulares, também está disponível para tablets. São 11 idiomas, entre eles sueco e turco.

Hello-Hello World: O mesmo aplicativo que para iPads existe para Android.

Pagos

Oxford Dictionary (R$ 54,42): Um dos mais tradicionais dicionários britânicos, completo de A a Z, com áudio de voz para que vocês possa ouvir a pronúncia das palavras.