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Sim, todos usam bicicleta na Holanda

Redação

20 Dezembro 2011 | 18h23

* Por Athos Roman, de 16 anos. Cursa o ensino médio em Curitiba. Faz intercâmbio na Holanda desde agosto pela American Field Service

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“Não dormi no voo para Amsterdam. As opções de filmes e de rádios eram ruins e, para completar, não consegui sentar perto dos outros intercambistas no trecho Rio-Madri. Esta parte da viagem duraria mais de 12 horas, então resolvi colocar minhas habilidades sociais em prática e falar com a primeira pessoa sentada ao meu lado, que, no caso, era uma argentina! Meu portunhol estava fluente e conversamos durante toda a viagem! Ela me contou que estava estudando alemão para falar com o neto que mora na Áustria e só fala alemão – o detalhe é que o neto dela tem 7 meses. Meu, quem é tão legal a ponto aprender uma língua para falar com alguém de 7 meses? Falamos sobre várias coisas – disse que não tenho problemas com argentinos – e ela foi super legal comigo!

Chegamos a Madri e os intercambistas que iam para a Finlândia se separaram dos que tinham a Holanda como destino.

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O voo para Amsterdam atrasou 40 minutos porque o avião estava consertando. Imaginem como eu me senti viajando em um avião que estava consertando alguns minutos antes? Nesse último trecho da viagem fiquei junto com o povo da Holanda, mas ao meu lado tinha uma espanhola muito simpática com dois filhos, um de 14 e outro de 17 anos. Ela foi muito legal comigo e, a esta altura, percebi que conseguia me virar bem com meu portunhol – como se eu falasse espanhol de verdade.

Quando cheguei, o pessoal da AFS estava lá no aeroporto para me receber. A minha família chegou 1 minuto depois. Minha mãe me deu três beijos e foi tão simpática, que eu não tive como ficar receoso! Outra coisa divertida que aconteceu foi conhecer Jerom (meu host brother) depois de ver tantas fotos dele.

Tomamos um refrigerante e eu também comi uma bolacha bem comum na Holanda, o stroopwafel, que tem caramelo e mel e é uma delícia. Fomos para casa de carro e, no caminho, vi pela primeira vez um moinho holandês – do modelo wipmolen.

Quando chegamos eu dei os presentes que levei e eles me deram uma flauta da Malásia e um desenho muito cuidadoso que Jerom fez para mim. No jantar, comi alsicha holandesa, pepino com molho, molho de carne e batatas.

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Informações úteis:

– Todos realmente usam bicicleta. Sério! Minha mãe vai para o mercado de bicicleta e volta com as coisas em seu mini-porta-malas.
– A vila onde eu moro é bem pequena! Tem 5,5 mil pessoas e é do tamanho do meu bairro no Brasil.
– A comida aqui é simplesmente maravilhosa.
– Não tenho que fazer muitas tarefas. A roupa é lavada na máquina e a a louça também, mas eu tenho que colocar os pratos e talheres dentro e tenho que levar o cachorro para passear. Posso ir para quase todos os lugares que eu quiser de bicicleta.
– O jeito que se dá presentes de Natal é complicado e curioso.
– Estou estudando holandês, mas o ‘g’ (que tem o som de você tentando tirar a pipoca de dentro da garganta com força) e o ‘r’ (que tem o som de você vibrando os músculos do final do céu da boca) são muito difíceis!
– Na casa tem um pomar e um jardim com mesa e cadeiras, tudo muito bonito e cheio de flores e frutas.
– Eles me deram uma escova de dente eletrônica recomendada pelo governo. Ela controla a sua escovação de 30 em 30 segundos. É muito massa!

Tot ziens! (Até mais ver!)”

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