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‘Semana do Baseado’ termina com debate sobre discriminação

Redação

21 Abril 2012 | 01h29

* Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – A discriminação de gênero, social e aos usuários de drogas foi o principal tema discutido nesta sexta-feira, 20, no debate que encerrou a Semana de Barba, Bigode e Baseado na USP. O encontro reuniu cerca de 70 alunos no vão do prédio da Faculdade de História, na Cidade Universitária. Na mesma mesa estavam representantes da Marcha da Maconha e do movimento LGBT, pesquisadores sobre sexualidade e até um integrante da congregação Rastafari.

“Temos de evitar a discriminação de todas as formas”, afirmou o professor Júlio Simões, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) USP. Além de Simões, participaram do debate a também professora da Antropologia Heloísa Buarque, Alexandre Peixe Santos, do movimento LGBT, o músico moçambicano rastafari Ras Haitrm e Helena Marques, representante da Marcha da Maconha.

Com o tema “Travestis e drogados: (des)marginalizando comportamentos”, o debate tentou relacionar os dois assuntos que, segundo os integrantes da Frente Uspiana de Mobilização Antiproibicionista (Fuma) – organizadores do evento – eram os pontos-chave da semana: a legalização da maconha e a “autonomia sobre o uso do corpo”.

Para Heloísa Buarque, há sim uma correlação entre as questões, especialmente entre a legalização do aborto e da maconha . “Ambos são movimentos ‘abolicionistas’ por proporem maior liberdade aos cidadãos. Além disso, são questões de saúde pública”, disse.

A semana

Quando foi noticiada, a Semana de Barba, Bigode e Baseado causou polêmica. A programação, realizada na FFLCH, teve desde “plantão de cultivo” e “orgia poética” até um dia apenas para os alunos fumarem orégano.

Segundo os organizadores, os principais objetivos do evento foram cumpridos. “Se queríamos ampliar o debate, conseguimos. Atingimos setores da sociedade mais amplos, que nem imaginávamos”, disseram. A intenção, segundo eles, é realizar uma semana somente de palestras sobre o tema já no segundo semestre. “Isso aqui não se esgota em uma semana.”

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