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‘Sem negão não tem democratização’, dizem militantes na USP

Redação

25 Setembro 2012 | 14h10

* Por Carlos Lordelo

O Conselho Universitário (CO) da USP acaba de se reunir para discutir a adoção de cotas no vestibular da instituição. O encontro ocorre no prédio da reitoria, no câmpus do Butantã, zona oeste. Do lado de fora, cerca de 40 estudantes e ativistas de movimentos negro e social fazem um ato para pressionar os conselheiros a aprovarem a reserva de vagas.

Em roda, os jovens discutem a questão do “acesso elitista” à universidade. Antes de entrarem na reunião, os representantes discentes no CO afirmaram que utilizarão o mote “Sem negão não tem democratização” para tentar conscientizar os demais representantes quanto à importância da adoção de cotas na universidade.

O CO é a instância máxima de decisão da universidade. As cotas entraram novamente em pauta após 20% dos conselheiros subscreverem um abaixo-assinado que defendia a discussão do assunto. A sessão desta terça será deliberativa, ou seja, poderá decidir pela adoção ou não da reserva de vagas.

A USP não tem sistema de cotas ou mesmo de bonificação para negros no vestibular. Ela mantém um programa de inclusão para estudantes da rede pública, o Inclusp, e o considera satisfatório.

Depois de darem uma volta ao redor do prédio da reitoria cantando músicas que defendiam a adoção de cotas, os militantes do movimento negro voltaram a se concentrar próximo ao acesso ao anfiteatro onde se reúne o CO.

De acordo com os representantes discentes que acompanham a reunião, o tema cotas será uma dos últimos a ser discutido na sessão.

* Corrigida às 21h08