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Oficina do Estudante: ‘Redação facilitou a prova da Unicamp’

Redação

11 Novembro 2012 | 19h53

* Por Clarice Cudischevitch, Especial para o Estadão.edu

Para o diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, a primeira fase do vestibular da Unicamp não trouxe surpresas e foi mais fácil porque tinha apenas duas propostas de redação, em vez de três, o que dava mais tempo para o candidato se dedicar à prova. “Eles escolheram gêneros textuais comuns de serem trabalhados e não trouxeram novidades como no ano passado, em que foram cobrados um verbete e um comentário num fórum de internet.” Além disso, segundo ele, os textos de apoio estavam mais objetivos.

Ele diz que a carta do leitor é um estilo tradicionalmente explorado pela Unicamp, e esta pedia que o consumo de álcool por adolescentes fosse relacionado à criação de uma bebida para animais de estimação. “O objetivo era mostrar o peso que o álcool tem na sociedade, a ponto de inventarem bebidas para pets”, comenta Tasinafo.

A outra opção era um resumo de um texto sobre pessimismo. “Eles pediram algo bem simples. Poderiam ter cobrado uma resenha, que era o que nós esperávamos. O resumo não exige uma opinião, o que facilita bastante.”

Tasinafo afirma ainda que as 48 questões objetivas tiveram o mesmo grau de dificuldade do ano passado e, pela primeira vez, foi incluída uma pergunta sobre “filosofia de fato”, abordando o pensamento filosófico, conforme foi determinado que ocorreria a partir de 2010, quando o vestibular da Unicamp passou por uma mudança. Ele diz que a prova foi, em um contexto geral, bem distribuída. As 12 questões de matemática, por exemplo, passavam por todos os assuntos: trigonometria, números complexos, polinômios, entre outros. “Isso é bom porque, se o candidato não é muito bom em álgebra ou geometria, pode se salvar em outros assuntos.”