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Questão do ITA exigiu ‘hiper-interpretação’, diz cursinho

Redação

14 Dezembro 2011 | 18h34

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Das 20 questões de português aplicadas nesta manhã no vestibular do ITA, duas foram especialmente difíceis. A avaliação é do professor Nelson Dutra, do Objetivo, e ambas são de literatura.

Uma questão sobre O Guarani (1857) exigiu, nas palavras do professor, “hiper-interpretação”. “O aluno deveria extrapolar: a partir da descrição da natureza, perceber elementos do conflito entre índios e brancos. Nem a Fuvest chega a um grau assim”, considera.

Uma outra questão, sobre Dom Casmurro (1899), pecou, na opinião do professor, por tentar “definir o que é ambíguo”. Na opinião dele, o avaliador deveria ter levado em conta que “Casmurro nem sempre é Casmurro; por vezes, é Bentinho”, inclusive durante a juventude.

O professor também fez um apelo para que o ITA passe a fazer como a Fuvest e adote uma lista dos livros, já que o candidato não sabe quais podem cair. “Existem pelo menos uns 250 livros básicos, se considerarmos só os grandes autores brasileiros”, disse. “A Fuvest e a Unicamp fizeram bem em divulgar uma lista dos pré-selecionados”. A lista, já adotada há dois anos, é composta por nove obras: A Cidade e as SerrasAntologia poética (Vinícius de Moraes)Auto da Barca do InfernoCapitães da AreiaDom CasmurroIracemaMemórias de um Sargento de MilíciasO CortiçoVidas Secas.