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Para Anglo, prova da Fuvest focou na capacidade de decifrar ‘sentidos linguísticos”

Redação Estadão.edu

06 Janeiro 2013 | 20h33

Para Francisco Platão Savioli, supervisor de português do Anglo, a prova da segunda fase da Fuvest aplicada neste domingo, 6, foi ótima. “Esse exame avalia se o aluno tem competência linguística tanto para um bom desempenho na vida acadêmica, como para o exercício da profissão”, diz. Para o professor, mais uma vez, a Fuvest “acertou a mão” no exame da disciplina.

Savioli define a avaliação como uma prova essencialmente de leitura de textos. “Os enunciados questionam não só o que diz o texto, mas sobretudo quais manobras foram feitas para que ele produza determinado sentido”, afirma. “Em linhas gerais, foi uma prova focada na decifração de sentidos linguísticos”, diz.

No que diz respeito à redação, o supervisor ressalta que o tema não é consumo pura e simplesmente. “O aluno precisaria comentar a visão de mundo pressuposta na publicidade apresentada”, afirma. De acordo com o professor, a peça transmitia a mensagem de que o melhor do mundo é aquilo que pode ser comprado. “Isso já revela uma visão de mundo materialista e bastante restrita, aspecto que deveria estar, de alguma maneira, na dissertação dos estudantes”, diz.