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‘Prova exigiu conceitos e não decorebas’, afirma professor do Objetivo

Redação Estadão.edu

15 Janeiro 2013 | 20h51

O professor Constantino Cornelos, do cursinho Objetivo, elogiou bastante as questões de biologia na prova de Ciências Naturais da segunda fase da Unicamp. “Foi uma prova bem elaborada, com a abordagem de diferentes ramos da biologia, tais como filos, botânica e ecologia”, diz.

O professor, no entanto, afirma que a avaliação não foi fácil, mesmo trazendo temas conhecidos, supostamente de domínio de um candidato da segunda fase. “Com exceção de uma questão ou outra, nas quais o aluno poderia se valer do bom senso e de um raciocínio lógico, a prova exigiu do candidato conceitos e não decorebas”, diz. Cornelos cita como exemplo a questão de número 18, que pedia o filo de um animal marinho que possuía em sua superfície corporal espinhos e estruturas tubulares. “Ou o aluno sabia que era um equinodermo ou não, não tinha como enrolar.”

Nas questões de química e física, o maior obstáculo para os alunos foi as contas “trabalhosas” que tiveram de fazer. Ao menos é o que afirmam os professores das duas disciplinas do Objetivo. “Das oito questões de química, cinco exigiam cálculos”, afirma o professor Alessandro Nery.

Para o professor Ronaldo Fogo, de física, muitas das contas exigidas atrapalharam a vida do candidato por serem “chatas”, seja pela presença de números muito grandes ou então pela presença de algarismos decimais. “Em cálculos como esses, o vestibulando dificilmente tem a certeza de ter acertado o resultado logo de cara e prefere refazê-la para se garantir. Com isso, perde um tempo que poderia ser aproveitado para a resolução de outras questões”, diz.

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