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Prova do Enem ficou mais abrangente, diz coordenador do Etapa

Redação Estadão.edu

03 Novembro 2012 | 19h52

O coordenador do cursinho pré-vestibular Etapa, Edmilson Motta, avaliou a prova do Enem deste sábado, 3, como “abrangente, exigente e bem feita”. O cuidado na construção do Exame, segundo ele, agradou aos professores e deixou a tarefa mais complicada para os candidatos. Em comparação com edições mais antigas do Enem, ele aponta evolução no nível de cobrança. “A prova de química tratou de vários pontos e a de física não ficou somente em perguntas conceituais. As perguntas de história equilibraram bem temas nacionais e internacionais”, afirma.
 
De acordo com Motta, apenas a questão três do caderno azul, de sociologia, causou dúvida entre os professores do Etapa. “É necessário ver o gabarito com calma”, disse ele sobre a pergunta, em que era preciso confrontar dois textos sobre violência no Brasil. Embora muitos alunos tenham reclamado, para ele o tamanho dos textos diminuiu em 2012. “O Enem é célebre pelos textos grandes. No conjunto da prova os textos foram menores neste ano, mas realmente exigiam muita interpretação. Os estudantes sentiram a pressão do tempo por causa disso”, comenta.
 
Outro ponto que chamou a atenção é a ausência de mapas nas questões de geografia. Segundo Motta, não foi um demérito para prova, mas o recurso é largamente cobrado em vestibulares. Na avaliação dos professores do Etapa, as perguntas de física, química e história tiveram níveis maiores de complexidade. Em biologia e geografia, a dificuldade se manteve a mesma. “O quanto o nível da prova se refletirá na pontuação, é difícil apontar. Como a correção é elaborada e comparativa, não significa que as notas dos candidatos serão mais baixas”, afirma.