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Prova de português tem muita literatura e pouca gramática, dizem estudantes

Redação Estadão.edu

05 Janeiro 2014 | 16h27

Guilherme Soares Dias

Por volta das 15h, os candidatos a uma vaga na USP começaram a deixar os locais de prova no primeiro dia da 2ª fase do vestibular da Fuvest. A livreira Cristiane Gomes, de 29 anos, tentava reingressar em Letras após ter de abandonar o curso por motivos pessoais. “A prova foi fácil e o tema da redação foi tranquilo”, disse Cristiane, que afirmou estar confiante.

“Em português tinha muita interpretação de textos literários e pouca gramática”, disse. Segundo ela, umas das questões tratava de uma conversa entre Tom Jobim e Clarice Lispector sobre a velhice – que também foi tema da redação.

O estudante João Garcia Gonçalves, de 18 anos, concordou: “Não caiu tanto livro quanto eu esperava e a parte de português tinha mais interpretação e menos gramática”. Ele está tentando o vestibular pela primeira vez, para o curso de História.

Para ele, o tema da redação era tranquilo para quem acompanha os processos sociais de mudança na geografia da população. “Falei bastante da questão social e da população economicamente ativa”.

Em literatura, segundo os estudantes, apareceram Carlos Drummond de Andrade com o livro Sentimento do Mundo e José de Alencar com Til. O candidato também precisava relacionar a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. O que surpreendeu Cristiane foi não aparecer nada sobre Vidas Secas, de Graciliano Ramos.