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‘Prova de conhecimentos gerais não foi redonda’, diz Etapa

Redação

07 Janeiro 2013 | 20h08

Para Edmilson Motta, coordenador do Etapa, a prova de conhecimentos gerais da segunda fase da Fuvest apresentou questões que, isoladas, parecem interessantes e adequadas, mas que não formam um conjunto coeso. “Na prova passada, por exemplo, era perceptível o intuito de se buscar conhecimentos básicos sobre todas as disciplinas”, afirma. No vestibular anterior foram cobradas duas questões por disciplina, algumas das quais interdisciplinares. Segundo o professor, o grau de dificuldade das questões e a divisão por disciplinas variou muito desta vez, o que acabou contribuindo para o desequilíbrio do exame. “A Fuvest perdeu a chance de fazer uma boa prova de conhecimentos gerais estrita.”

Segundo o professor, das 16 questões apresentadas, 10 eram de ciências: biologia, química e física. “Vale apontar que física ficou praticamente de fora”, afirma. “Quando muito, apareceu mesclada com questões que cobravam também matemática.”

O coordenador critica ainda a interdisciplinariedade adotada pela Fuvest. “Questões realmente interdisciplinares seriam aquelas que dependeriam de conhecimentos integrados para a sua resolução”, diz. “Neste exame, temos questões de diferentes disciplinas divididas em itens sob uma única temática”, afirma. Para o professor, o recurso não deixa de ser interdisciplinar, mas é “limitado”.