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Protesto ironiza alunos do Mackenzie e pede fim do vestibular

Redação

04 Abril 2012 | 12h20

* Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu
** Texto atualizado às 22h

SÃO PAULO – Em resposta ao protesto de alunos do Mackenzie contra a adoção do Enem pela universidade, um grupo de estudantes – alguns deles do próprio Mackenzie – realizou um ato nesta quarta-feira, 4, pela democratização do acesso à instituição. De acordo com os manifestantes, o objetivo era criticar a “elitização do Mackenzie” e exigir a redução dos valores das mensalidades e o repasse imediato de 10% do PIB para a educação.

O protesto “Gente diferenciada ocupe o Mackenzie” foi convocado pelo Facebook. Cerca de 800 pessoas haviam confirmado presença, mas menos de 30 apareceram. Acompanhe abaixo a cobertura do Estadão.edu e veja mais informações sobre a manifestação.

19h20. Termina o protesto em frente ao Mackenzie. Para uma das organizadoras, a aluna de Publicidade Ana Carolina Cassiolato, a manifestação marca o nascimento do movimento estudantil dentro da universidade. Segundo ela, a ideia agora é montar grupos para discutir o acesso ao Mackenzie.

18h50. Manifestantes estão na portaria da Rua Consolação e ato perde força. Perto das catracas, seguranças do Mackenzie observam protesto.

18h40. Grupo para a Rua Piauí por uns 5 minutos e prejudica trânsito na região. O presidente do Diretório Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, Victor Melo Lago, diz que a ideia do protesto é “bacana” porque os manifestantes estão “mostrando o que pensam”. Mas ele tem convicção de que a adoção do Enem pela universidade é uma “manobra política”. “Os participantes deste movimento não se informaram direito sobre os motivos do apitaço.”

18h25. Agora, no megafone, o grito é: “Pelo fim do vestibular, todo mundo tem direito a estudar”.

18h20. Manifestantes já estão na entrada do Mackenzie pela Rua Itambé. Eles subiram a Rua Dona Veridiana pela calçada. A polícia já não acompanha o protesto.

18h. Os participantes do ato começam a subir a Rua Dona Veridiana a caminho do Mackenzie. Entre eles o aluno da PUC Cláudio Marques, de 17 anos. Ele faz Ciências Sociais com uma bolsa do ProUni e diz apoiar a “luta dos alunos do Mackenzie” que organizaram o protesto desta quarta. “A luta pela desilitização do ensino é de todo mundo”, afirma.

17h55. O grupo de manifestantes continua pequeno – são no máximo 30 pessoas. Elas levam bandeiras da Anel e da Educafro e, usando um megafone, gritam: “Eu pago, não deveria, educação não é mercadoria.”

17h35. Para o coordenador-geral da Educafro, Lindon Johnson Araújo, o Enem dá mais chances para os alunos de escolas públicas entrarem na universidade, por isso a entidade apoia o protesto. “E o Enem é mais difícil que qualquer vestibular de universidade particular”, diz Lindon.

17h30. Cerca de 20 pessoas estão no ponto de encontro dos participantes do evento, no Largo de Santa Cecília, centro. São alunos do Mackenzie, estudantes ligados à Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) – dissidência da UNE – e representantes da ONG Educafro, que busca a inclusão de pobres e negros na educação. Três carros da Polícia Militar devem acompanhar os manifestantes.

Protesto

A estudante de Publicidade Ana Carolina Cassiolato, uma das organizadoras do protesto, afirmou nesta tarde esperar cerca de 300 pessoas na manifestação. Segundo ela, a intenção é ir além da discussão sobre o processo seletivo na universidade e colocar o sistema educacional em foco. “Não podemos querer um processo seletivo se as pessoas não têm a mesma educação. O problema é muito maior”, diz.

Segundo Ana Carolina, o termo “gente diferenciada” não visa a ofender os alunos do Mackenzie, mas afirmar o caráter popular do manifesto. “Estamos lutando pelos nossos direitos e pelos direitos do povo.”

Histórico

No dia 21 de março, cerca de 800 alunos do Mackenzie pararam a Rua da Consolação em protesto contra a adoção do Enem pela universidade. O ato foi organizado pelo DCE e pelos Centros Acadêmicos de Direito e de Arquitetura e Urbanismo. Durante o protesto, alunos foram atingidos por jatos de spray de pimenta lançados por policiais militares.

‘Gente diferenciada’

Em maio de 2011, cerca de 600 pessoas participaram do primeiro evento com a alcunha dos ‘diferenciados’, o “Churrascão da gente diferenciada”. O protesto bem-humorado foi uma resposta à recusa dos moradores do bairro de Higienópolis em receber uma estação do Metrô. Em janeiro, outro churrasco aconteceu, dessa vez no centro de São Paulo, contra a ação da Polícia Militar na cracolândia.

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