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Professores do Objetivo comentam prova desta segunda-feira

Carolina Stanisci

10 Janeiro 2011 | 19h46

O Estadão.edu ouviu as análises dos professores do Objetivo sobre a prova da Fuvest desta segunda-feira. Confira abaixo.

Química

Para o professor Sérgio Teixeira Bignardi, que leciona química no Objetivo, a prova teve um nível de médio para difícil. “Foi um exame bem tradicional, com duas questões de química pura e duas interdisciplinares”, afirma. Segundo ele, a presença de questões sobre constantes de equilíbrio já era esperada na Fuvest. “É um assunto clássico”, diz.

Bignardi destacou as questões interdisciplinares. “Uma delas misturava com história e geografia, abordando a exploração da borracha na Amazônia. A outra perguntava sobre deslocamento de equilíbrio relacionando com os corais, um assunto de biologia.

Matemática

Para o professor Gregório Krikorian, as questões de hoje, comparadas com as da primeira fase, foram fáceis. “Vimos assuntos básicos, análises combinatórias, trinômio do segundo grau e questão de geometria envolvendo semelhança de triângulos com uma demonstração, mas de conceito básico”. O professor acredita que as questões mais complicadas devem aparecer na terça-feira.


Física

As quatro questões de física que apareceram na prova da Fuvest desta segunda deixaram de lado partes importantes do conteúdo programático, como eletricidade, ótica, ondulatória e termologia, de acordo com a análise do professor Ricardo Helou Doca. “As questões basearam-se quase totalmente em mecânica”, disse.

O professor ainda destacou a questão 17, que foi interdisciplinar, envolvendo história e física. “Gostei muito dessa questão, que envolvia uma montanha russa e dados históricos. Também trazia contas aritméticas complicadas”.
Na opinião do professor, a prova foi adequada, mas ele lamentou ter focado apenas em uma área da física.

Geografia

Para a professora de geografia do Objetivo Vera Lúcia Antunes, as questões o Brasil. “A prova teve um ótimo nível, com perguntas que abordaram a geografia brasileira”, disse. Segundo Vera, o exame foi claro e bem feito, sem imprecisões. “A prova manteve o mesmo nível do ano passado.”

Vera destacou a questão 11, que pedia correlação de mapas. “Uma questão muito bem feita”, afirma. “Já a questão 15, apesar de trazer um poema de João Cabral de Melo Neto, tinha que ser resolvida com conhecimentos de geografia mesmo, e não de literatura.”

Biologia

O professor Juca Vieira considera que a prova interdisciplinar deve ter trazido dificuldades para o vestibulando de humanas. “Um exemplo é a questão 8, que falava de enzimas e PH. Deve ter incomodado os alunos a questão 7 não trouxe maiores dificuldades para o vestibulando que tinha o conceito de respiração e decomposição, de média a difícil.
Questão 8 deve ter trazido alguma dificuldade, pois falava de enzimas e PH. Essa deve ter complicado os alunos não pertinentes às áreas de biológicas.

História

“A Fuvest esqueceu novamente nossa história, parece que o Brasil não existe”, afirmou o professor Francisco Alves da Silva em relação à prova desta segunda-feira. Mesmo assim, o professor considerou a prova “boa e de nível médio para alto”, exigindo sempre muita interpretação.

Inglês

A prova de inglês tinha dois textos bem diferentes, um mais relacionado a história abordando uma emenda da constituição americana e outro à biologia. Para a professora Elaine Perrone, foram “dois textos diferentes, mas que fizeram uma prova bem bonita e elaborada”.

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