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Professores do Cursinho da Poli criticam escolha de texto e testes de química

Redação

06 Novembro 2011 | 21h09

A professora de gramática e literatura Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli, criticou a escolha do texto que motivou as questões 1 a 5 da prova de primeira fase do vestibular da Unesp. Para ela, o fragmento Uma campanha alegre, IX, de Eça de Queirós, não incentiva a “visão política” dos alunos ao afirmar que “todos os políticos são corruptos”. “O texto não traz nada de novo ao aluno, o que me incomoda.”

No entanto, Cristiane diz que gostou dos testes de Linguagens e Códigos. “Foi uma prova voltada para avaliar a capacidade do candidato de interpretar textos. Caiu pouca gramática e nenhuma questão específica sobre literatura.”

Segundo a professora, a Unesp fez uma prova com enunciados claros e objetivos, que não deixaram o aluno em dúvida sobre o item correto. Quanto aos outros textos, Cristiane afirma que abordaram assuntos da atualidade.

Ciências Humanas. Para Elias Amorim Júnior, que leciona história no Cursinho da Poli, as 30 questões de Ciências Humanas não foram além do que se espera de uma prova de primeira fase. “Não houve questões específicas ou sobre temas isolados. Pelo contrário, procuraram integrar os temas numa mesma pergunta.”

Elias foi mais um professor que elogiou a qualidade da impressão do caderno de questões. “A prova colorida permite melhor leitura e análise das informações”, diz.

Ciências da Natureza. Na opinião do professor de biologia Eduardo Leão, também do Cursinho da Poli, a Unesp apenas põe uma “roupagem interdisciplinar” nas questões de Ciências da Natureza. “Percebemos o esforço da banca em criar questões verdadeiramente interdisciplinares. Estão tentando”, diz.

Segundo ele, as questões de matemática, física e química foram permeadas de interpretação de gráficos e tabelas. Nessas matérias, a banca exigiu cálculos simples, afirma Eduardo.

A crítica do cursinho recaiu sobre os testes de química. “Meus colegas lamentam a pobreza na abordagem de química orgânica. Dizem que a banca poderia explorar o conteúdo de maneira mais criativa e contextualizada. Assim como no ano passado, foi uma prova mecânica”, aponta Eduardo. “É um vestibular de excelência e a banca deveria rever a parte de química.”