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Professores criticam prova da Unesp por não cobrar literatura

Redação

20 Dezembro 2010 | 18h55

Professores de português do Objetivo e do Cursinho da Poli elogiaram a prova de linguagens e códigos aplicada hoje, no último dia da segunda fase do vestibular da Unesp. Segundo eles, as questões foram bem elaboradas e cobraram do candidato sua capacidade de interpretar textos. No entanto, o fato de a banca não exigir literatura decepcionou os docentes.

“A Unesp deveria pedir do candidato uma reflexão sobre o texto literário enquanto expressão da cultura em determinado momento histórico”, diz André Valente, do Cursinho da Poli.

Para Elizabeth Massaranduba, do Objetivo, o estudante que é “bom leitor” se saiu bem. “Não houve cobrança de conteúdo. A universidade quer selecionar alunos que sabem ler e interpretar informações.”

Os professores gostaram do tema da redação – Grafites: entre o vandalismo e a arte. “É interessantíssima a relação do tema com os textos da prova. O aluno poderia aproveitar o diálogo que já havia nas questões em sua redação”, afirma Valente.  Ele lembra que o assunto esteve em evidência em 2008 por conta da Bienal de Arte de São Paulo – um grupo de grafiteiros entrou no prédio onde ocorria a exposição e pichou paredes e pilastras.

Na opinião de Elizabeth, o aluno não precisava se posicionar a favor de um ponto de vista, apenas discutir o grafite enquanto manifestação artística. “Um tema bom, gostoso e que não apresentou dificuldades.”

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