‘Professor não tem que entreter aluno, mas desafiar’
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‘Professor não tem que entreter aluno, mas desafiar’

Avaliação é do uruguaio Gonzalo Frasca, desenvolvedor de games de álgebra; para vencedor do Prêmio Educador Nota Dez, jogos propiciam educação mais humana

Redação Estadão.edu

04 Abril 2017 | 12h17

Por Isabela Palhares

SÃO PAULO – Aliar jogos com o conteúdo de Matemática é uma forma de ensinar e engajar os alunos para a disciplina, segundo o uruguaio Gonzalo Frasca, desenvolvedor de games de álgebra e geometria da WeWantToKnow. Para ele, os jogos permitem que cada aluno aprenda em seu tempo e se sinta desafiado.

Gonzalo Frasca (de boné) e Greiton Azevedo (com microfone na mão) participaram do Transformar 2017 (Foto: Isabela Palhares/Estadão)

Gonzalo Frasca (de boné) e Greiton Azevedo (com microfone na mão) participaram do Transformar 2017 (Foto: Isabela Palhares/Estadão)

Ainda segundo Frasca, o professor não deve se preocupar em ser divertido em sala de aula, mas de trazer métodos pedagógicos desafiadores para os alunos.


“Não somos palhaços, não estamos em sala para entreter as crianças. O oposto de entediante não é divertido, mas desafiador”, disse Frasca, que participou de painel no “Transformar 2017”, evento sobre inovação na educação que ocorre nesta terça-feira, 4, em São Paulo.

Ele ainda afirmou que a educação precisa mudar para acompanhar as transformações do mundo. “O mundo sempre mudou rápido, os gregos já diziam isso. Mas, nos últimos 20 anos, ele mudou sem precedentes na história”, afirmou o desenvolvedor de games.

Para Greiton Azevedo, que venceu o Prêmio Educador Nota Dez e dá aulas de Matemática na rede pública municipal de Goiânia, os jogos podem e devem ser utilizados para proporcionar uma educação mais humana para os jovens.

“É um método que não só desenvolve o pensamento matemático e o raciocínio lógico, mas faz o aluno trabalhar em grupo, saber que pode criar soluções para problema reais”, disse Azevedo.

Para ele, a educação precisa “reduzir os muros”, não só curriculares, mas também proporcionar ao estudante experiências em que se envolva com a comunidade em que vive.

“As crianças passam 9 anos do ensino fundamental dentro de sala de aula, muitas vezes vendo conteúdos repetidos”, afirmou o professor. “A educação precisa de uma mudança para engajar os jovens e se mostrar mais interessante.”