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Professor do Objetivo diz que questões da Unicamp estavam ‘densas’

Redação Estadão.edu

13 Janeiro 2013 | 21h13

Nelson Dutra, professor de português do Objetivo, avaliou a prova de segunda fase da Unicamp como uma prova exemplar no que diz respeito à cobrança de conteúdos de língua portuguesa. “É um exame que exige que os alunos saibam ler o mundo e ler também criticamente os livros”, afirma.

O único problema a seu ver, no entanto, foi a “densidade” da avaliação. “Algumas questões são densas a ponto do espaço destinado a suas resoluções serem insuficientes para respostas completas”, diz. O professor cita como exemplo a questão de número 11, que levanta questionamentos sobre Memórias de um Sargento de Milícias. “Para responder de modo completo, neste caso, o aluno deveria fazer três dissertações pequenas explicitando características do romantismo brasileiro, dos personagens e do enredo do livro”, diz.

Na sua opinião, a densidade das questões deve ter refletido, diretamente, na administração do tempo para a resolução das questões. “Acredito que os vestibulandos tenham se sentido sufocados pelo tempo”, diz.

Para Gregorio Krikorian, professor de matemática do Objetivo, a prova de exatas foi “trabalhosa” e “difícil”. “Esta foi uma avaliação destinada a alunos qualificados, independente da área escolhida”, afirma. O professor, no entanto, reconhece que os alunos de Humanas devem ter enfrentado algumas dificuldades. “Os conhecimentos cobrados não são imediatos, mas, sim, específicos de cada um dos temas abordados”, diz.

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