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Posição da diplomacia brasileira é questionada no Eneri

Redação

22 Abril 2013 | 21h20

Terminou no sábado o Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri). O evento reuniu embaixadores, profissionais de áreas diversas e até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir o tema “Brasil Global Player”. A convite do Estadão.edu, alunos de quatro universidades de São Paulo relataram aqui no blog suas impressões sobre as palestras. Confira o texto enviado por Beatriz Kahwage e Patrícia Leomil de Paula, da PUC-SP.

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“O Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri), que terminou neste sábado, promoveu discussões sobre temas atuais e relevantes no cenário de estudo e atuação do curso de RI. Neste ano a organização coube à ESPM.

Mais de 1.500 pessoas participaram diariamente do evento. Sobretudo estudantes, mas também profissionais renomados no meio politico e acadêmico. Entre eles estavam Fernando Henrique Cardoso, o embaixador Rubens Barbosa, o professor Nicholas Cull e o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

De forma geral, o evento buscou apresentar a trajetória vitoriosa do Brasil em busca de maior confiabilidade e credibilidade na tomada de decisões com o tema “Brasil Global Player”. Atualmente, o País vem aumentando sua atuação em órgãos internacionais de grande credibilidade como a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Seria quase impossível imaginar a política doméstica totalmente desatrelada das suas ações externa. Entretanto (e infelizmente) a sociedade brasileiro se contenta com o nosso posicionamento de 6.ª maior economia do mundo,” comentou o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi uma das presenças ilustres.

Entretanto, a posição diplomática brasileira foi constantemente questionada em algumas apresentações quanto ao tema de integração. A questão da exclusão do Paraguai do bloco Mercosul foi um dos principais pontos de preocupação quanto ao papel do Brasil como líder do grupo e chamou a atenção dos estudantes.

Desde a ruptura com o Paraguai em junho de 2012 e a inserção, em paralelo, da Venezuela na aliança comercial, o Brasil se colocou em uma posição delicada como intermediador das relações regionais.

“Não adianta nada realizar alianças políticas através da amizade. O que foi realizado nos últimos tempos foi um erro do Ministério das Relações Exteriores quanto a pouca (senão nenhuma) prioridade política em temas internacionais regionais. O que nós vamos fazer quando não houver mais essas amizades?” afirmou o jornalista e reportes William Waack durante palestra.

“Estamos trabalhando para que a o Mercosul se transforme em um bloco com 5 países e buscamos resolver a questão do Paraguai em breve”, disse o ministro Patriota, que foi fortemente criticado em editorial de um jornal paraguaio na sexta-feira.”

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