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Paulo Renato fala sobre bônus e ‘valorização’ do salário do professor

Redação

08 Junho 2009 | 11h23

O secretário Paulo Renato respondeu questões sobre ingresso na carreira, salário de professores e bônus.

Sobre a entrada na carreira, Paulo Renato disse que em São Paulo há um projeto de lei na Assembleia que muda a maneira de acesso à carreira, de forma que o candidato a professor presta concurso público, é aprovado, e, a partir daí, deverá fazer um curso de quatro meses. “Este curso será parte do concurso. O professor deverá ser aprovado no curso. O que pretendemos? Justamente, focar as questões de formação nos temas da sala de aula, tanto na questão dos conteúdos quanto na didática de cada disciplina.”

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou no mês passado a criação de um curso de quatro meses para todos os ingressantes no magistério da rede estadual. Para coordenar os cursos, foi criada a Escola de Formação de Professores de São Paulo. A previsão é de que sejam abertas 60 mil vagas para docentes no próximo semestre. Os professores temporários deverão realizar uma prova para lecionar. Há 210 mil professores na rede estadual. Cerca de 110 mil são temporários.

Renato disse que a dupla seleção visa garantir que na hora de ingressar na carreira, os professores estarão muito mais preparados para trabalho na sala de aula que o contrário. “Esta dupla seleção é a forma de muitas carreiras públicas.”


Paulo Renato afirmou também que o governo do Estado, por meio de medidas adotadas durante governo Serra, que visam a recuperar o salário do professor. “A confluência dos salários dos professores às demais carreiras é fruto da valorização que vem sendo promovida pelos Estados e municípios nos últimos anos.”

Sobre o bônus, Paulo Renato explicou que ele não é tomado como salário, mas uma gratificação em função do desempenho do professor. “Não é só algo inovador, mas diria que está na fronteira daquilo que vem sendo discutido em todo o mundo como instrumento para melhoria da qualidade de nossas escolas públicas que não é só desafio no Brasil”.

O secretário disse também que visa melhorias. “Estamos aberto ao aperfeiçoamento do sistema e vamos sem dúvida aperfeiçoar para o próximo ano.”