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Para professores do Objetivo, duas questões podem ser anuladas

Redação Estadão.edu

03 Novembro 2012 | 19h44

A prova do Enem 2012 tem muitos méritos, mas duas questões problemáticas podem até ser anuladas, segundo a equipe do cursinho Objetivo, de São Paulo. Uma delas é a 51 da prova amarela, que fala sobre hidrostática. Se o aluno considerasse apenas as informações do texto inicial, chegaria a uma resposta. Porém, se levasse em conta um dado suplementar tirado da internet, chegaria a outra conclusão que não existia no caderno do exame.  “Essa pergunta é totalmente furada”, afirma o professor Ricardo Helou Doca, de física. “O aluno que privilegiou a parte final do enunciado se deu mal.”

Outra questão problemática apareceu na prova de Ciências Humanas, com o número 20 na prova amarela, a respeito de história antiga. Nela, o aluno deveria analisar um mosaico e inferir qual característica política romana estava presente na figura. “Havia duas possibilidades de resposta correta”, comenta o professor Daily de Matos Oliveira. “As respostas sobre imperialismo e diversidade dos territórios poderiam ser consideradas corretas. Isto pode ser questionado.”

Mesmo com os problemas nas questões, a equipe do Objetivo elogiou a abrangência da prova deste ano. Daily de Matos Oliveira recebeu o retorno de alguns alunos, dizendo que o teste estava diferente e adequado ao conteúdo de sala de aula. “Para mim, foi a melhor dos últimos anos.”

Já na parte de Ciências da Natureza, as disciplinas exigiram diferentes graus de conhecimento. Ricardo Doca destaca a simplicidade das questões. “A prova exigia poucos cálculos e tinha textos mais curtos que as outras edições. Ela cumpre a função de avaliar de forma geral, nivelando os estudantes.”

Na parte de biologia, foram cobrados apenas os fundamentos da disciplina. “Em geral, nenhuma questão exigiu muito conhecimento, apenas as partes básicas”, diz Constatino Carnelos, professor de biologia. Já em química, a cobrança de mais teoria foi elogiada. “Gostei deste Enem. Ao contrário dos anos anteriores, foi uma prova de química”, comenta o professor de química Sergio Teixeira Bignardi.  “Até então, não precisava de muita bagagem, bastava ler as próprias questões. Neste ano, 15 perguntas eram de química e exigiam conhecimento prévio.”

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