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Para pesquisador colombiano, Brasil e outros países latino-americanos não possuem educação pública

Redação Estadão.edu

06 Agosto 2013 | 20h52

O filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, um dos mais importantes pesquisadores de educação na América Latina, disse ao Estado nesta terça-feira, 6, durante o SalaMundo 2013, um evento internacional de educação que ocorre até esta quarta em Curitiba, que a educação deve ser tratada não apenas como uma atividade promovida pela nação, mas como parte de um projeto de País. “Temos de tornar a educação um bem público. Se não atingirmos isso, não vamos poder falar de qualidade da educação”.

Ele afirmou que, enquanto não houver uma reforma no sistema de ensino brasileiro, não será possível afirmar que o País possui uma educação pública. “Todos sabem que as universidades federais do Brasil selecionam os mais bem colocados, que consequentemente saíram de colégios particulares. O que há aqui é uma educação estatal e uma privada, mas não uma educação pública. Isso acontece em toda a América Latina”, explicou.

Para Toro, o professor e a escola devem fazer de tudo para que os alunos aprendam. Se esses alunos falharem, será também uma falha dos professores. “O pior fracasso de uma escola é que os alunos fracassem.” Ele afirma que o foco na aprendizagem, a educação de qualidade para todos e um bom ensino em leitura e escrita nos dois primeiros anos do ensino fundamental são segredos para o sucesso.

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