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Para Cursinho da Poli, prova não surpreendeu

Redação

08 Janeiro 2012 | 21h10

* Por Cecília Cussioli e Lorena Amazonas, especial para o Estadão.edu

A primeira prova da segunda fase da Fuvest foi considerada de dificuldade média por professores do Cursinho da Poli. André Valente, que leciona redação e língua portuguesa, disse que a prova estava “de acordo com o nível dos alunos de segunda fase”. Para ele, quem se preparou não deve ter tido muitos problemas.

Roberto Giugliani, também professor de língua, afirmou que a prova estava “dentro do esperado e com o tempo hábil para responder”.

Em relação aos enunciados do exame, Valente afirmou que eram simples, diretos e não davam margem para duplas interpretações. Mesmo a questão número 3, apontada por alguns candidatos como dúbia, estava bem clara, na opinião do professor. “A frase tinha dois erros: o uso do verbo ‘ter’ é coloquial e o correto é ‘a lugares a que você não chega'”, explicou.

Entre as questões de literatura, a de número 9 cobrava o conhecimento da corrente política ‘miguelismo’ e pegou muitos candidatos de surpresa. “Era uma questão interdiciplinar, pois era necessário que o candidato soubesse a respeito desse momento histórico”, afirmou Valente. Giuliani defende que o candidato precisa estar preparado para responder a questões de qualquer disciplina na segunda fase. “A interdisciplinariedade das questões de literatura não aumenta a dificuldade, pois é esperado que o aluno tenha conhecimento de todas as matérias exigidas.”

A questão 5, que cobrava um sinônimo para “privacidade”, foi considerada uma das mais difíceis – e questionáveis. “Ninguém é obrigado a decorar todos os verbetes do dicionário. O candidato teria que responder com base no contexto da frase”, declarou Valente. “Ela é questionável”, afirma Gigulani. “Há teses que discutem se intimidade é sinônimo de privacidade, mas não se pode exigir que o aluno saiba sobre elas.”

Redação. O tema “Participação política: indispensável ou superada” foi considerado pertinente. Porém, Giugliani acredita que dificilmente um candidato conseguiria provar que a participação política está superada. “Provavelmente seria interpretado pelos examinadores como incompreensão dos textos apresentados”. Apesar de atual, o professor diz que “mesmo com um tema mais objetivo, a discussão continua filosófica como sempre ocorre na Fuvest.”