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Nomeado por Alckmin, José Tadeu Jorge volta à reitoria da Unicamp

Redação Estadão.edu

18 Abril 2013 | 19h31

* Por Ricardo Brandt, de O Estado de S. Paulo

CAMPINAS – O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira, 18, o engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge, de 60 anos, o novo reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das mais importantes da América Latina, responsável por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil.

Jorge, que foi reitor de 2005 a 2009, sucederá Fernando Costa no cargo nos próximos quatro anos. Ele herda um orçamento de R$ 1,9 bilhão e tem como principais responsabilidades a tarefa de reduzir as distâncias que existem entre a pesquisa e o mercado, aumentar o número de docentes e promover maior inclusão social na graduação da universidade.

A indicação de Jorge como reitor confirma o resultado da consulta à comunidade acadêmica em março, que o elegeu entre os 36 mil votantes com 53% dos votos, no segundo turno. O resultado foi corroborado pela lista tríplice encaminhada no início do mês pelo Conselho Universitário (Consu) ao governador, que o colocava como primeiro nome dos três a serem analisados.

Durante a semana, a demora na nomeação do novo reitor fez com que professores da Unicamp divulgassem manifestos alertando o Palácio dos Bandeirantes de que a indicação de um nome que não respeitasse o resultado da consulta acadêmica seria considerado uma “intervenção” na autonomia da universidade.

Além de Jorge, faziam parte da lista os nomes do médico José Abdalla Saad, mais próximo do atual reitor, e do engenheiro eletricista José Claudio Geromel – segundo e terceiro colocados na votação indireta.

O nome do novo reitor é citado no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, na lista de funcionários da Unicamp que receberam salários acima do limite permitido por lei, segundo auditoria de 2011 (o teto é o salário do governador). Quando a lista foi divulgada, ele afirmou que acredita que a Unicamp age dentro dos princípios legais. O processo segue em tramitação e não tem data prevista para o julgamento.

Jorge também foi secretário municipal de Educação no governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), cassado no ano passado no maior escândalo de corrupção da prefeitura de Campinas, conhecido como Caso Sanasa, que tem a ex-primeira-dama, Rosely Santos, processada como chefe de uma quadrilha de fraudava contratos e teria desviado R$ 200 milhões dos cofres públicos. Na ocasião, quando o escândalo foi descoberto, Jorge pediu demissão do cargo. Seu nome nunca foi citado no caso.

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