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Para Objetivo, Fuvest quer alunos mais críticos

Redação

08 Janeiro 2012 | 19h19

* Por Cecília Cussioli, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Questões interdisciplinares e relações entre diferentes obras literárias elevaram o grau de exigência Fuvest, na opinião dos professores do Objetivo. Para eles, as questões estavam bem escritas, sem erros de elaboração e dentro do tempo previsto para serem resolvidas. ” Estava mais difícil que o ano passado,  mas com certeza irá selecionar os candidatos mais aptos e críticos”, afirmou Nelson Dutra, professor de língua portuguesa.

O professor destacou a questão sobre a obra A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, que exigia conhecimento sobre o miguelismo e a abdicação de Dom Pedro I, e  outra pedia para relacionar Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e Capitães daAreia, de Jorge Amado.  “São questões que exigem leitura, estudo de outras disciplinas  e não se resolvem apenas com os textos dados na prova.”

Em gramática, a dificuldade foi menor. As questões pediam conteúdo sobre norma culta e registro popular  e interpretação de texto.

Para Dutra, o tema da redação, “Participação política: indispensável ou superada?”, foi mais  objetivo que em anos anteriores. “Os textos de apoio eram pertinentes e apontavam para a tese:  somos filhos de uma época política”, disse. “Seria muito estranho um vestibulando defender a tese de que a participação política está superada.”

Apesar de serem os temas políticos mais óbvios de 2011, o professor acredita que os candidatos deveriam evitar abordar a Primavera Árabe e movimentos como o Ocupe Wall Street. “Os candidatos poderiam até citar pontualmente, mas com muito cuidado para não desviarem do tema central, que exigia uma reflexão dos textos fornecidos.”