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Na Tailândia, de pés descalços

Redação

22 Dezembro 2011 | 08h41

* Por Helida Morais, de 16 anos, aluna do 1.º ano do ensino médio em Assú (RN). Faz intercâmbio na Tailândia desde julho pela American Field Service

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“A cultura da Tailândia é totalmente diferente da nossa. Não me canso de ficar impressionada com esse lugar. As pessoas daqui são muito legais, mas eu sofri um choque cultural forte. Os tailandeses comem muita pimenta – sem saber, queimei a língua na primeira vez que comi aqui. Não se pode entrar em casa usando chinelos. No começo, eu achava horrível ter de ficar sem sandálias em casa. E na escola funciona o mesmo sistema: os alunos não podem entrar na sala de aula de tênis. Os calçados ficam do lado de fora – e os estudantes só entram de meia.

Todos os dias os alunos têm de chegar à escola às 8h para cantar o hino nacional e escutar os professores falarem. Eles ficam mais de horas sentados na quadra da escola esperando dar 10h para poder assistir as aulas, que só terminam às 16h.

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Sonho

O intercâmbio, para mim, é a realização de um sonho. Não importava o país onde me colocassem, eu viajaria. Mas está sendo muito difícil ficar longe de minha família, principalmente de minha mãe, pois sempre fomos muito unidas.

Só que eu precisava viver isso aqui, longe das pessoas que me protegiam e sempre fizeram tudo por mim. Eu precisava ser mais eu, mais independente. Eu sabia que teria de me virar sozinha, até porque sou a única brasileira intercambista da AFS na Tailândia.

A toda hora tento manter o pensamento positivo. Se Deus me deu a chance de fazer uma viagem que pode mudar a minha vida, por que pensar em desistir?”

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