Na redação, aluno falou de caras-pintadas até Revolução Francesa
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Na redação, aluno falou de caras-pintadas até Revolução Francesa

Redação

09 Janeiro 2012 | 14h05

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Fotos: Marcio Fernandes/AE

SÃO PAULO – Dois estudantes de Belo Horizonte sabiam o que era Miguelismo e conseguiram responder à questão que, ontem, “quebrou as pernas” de vários candidatos.

Julia Camara, de 18 anos, e Lucas Magalhães, de 17, alunos do Colégio Marista Dom Silvério, lembraram corretamente que o Miguelismo refere-se aos absolutistas portugueses que apoiavam o rei Miguel I de Portugal no século 19.

Para Julia, que tenta vaga em Direito, a parte de literatura da prova de ontem exigiu “leitura delicada” dos enunciados. No entanto, opina, as demais questões do exame de português foram “fáceis”. Na pergunta que pedia um sinônimo para privacidade, ela escolheu “individualidade”.

Lucas não se lembra do sinônimo, mas se recorda da estratégia utilizada na redação. Ele escreveu que a participação política é importante, mas depende do acesso à informação. E, segundo o estudante, não é do interesse de quem está no poder promover esse acesso. “Fui pessimista na conclusão.” O aluno presta para Arquitetura.

O aluno do Etapa Francisco Paes, de 19, citou na sua redação as “marchas políticas” realizadas no ano passado, os movimentos contra a ditadura militar, os caras-pintadas e até a Revolução Francesa. Para ele, embora “indignados” com a política, a “maioria” dos brasileiros é “apolítica”. Francisco é candidato a uma vaga em Direito e fez 69 pontos na primeira fase do vestibular.