Misticismos à parte
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Misticismos à parte

Redação

10 Março 2011 | 19h09

Esta é minha última semana, por aqui e, gostaria de relatar mais uma experiência vivida por aqui.

Sabe, em um das minhas aulas de formação de yoga aí no Brasil, um belo dia minha professora me disse que o povo indiano era muito ingênuo. Isso ficou gravado em minha memória, pois havia relacionado espiritualidade com todo o estilo de vida da Índia. Vivendo por aqui, durante esses dois meses, descobri duas Índias – uma mística e uma outra nada exotérica e amigável.

Uma tem como destino os autores de livros espirituais, os professores e apreciadores da filosofia yogui e os peregrinos das mais diferentes correntes espirituais e filosóficas. Esses aventureiros, geralmente saem do Brasil ou outros países e vão direto aos ashram, mosteiros, templos e afins. A outra tem como destino os estudantes, homens de negócio e turistas, que, na maioria das vezes, têm um maior contato social.

Minha experiência, com certeza, foi baseada na segunda. Conheci muitos indianos hospitaleiros e amigáveis, sinceros, inclusive na escola onde fiz meu curso de inglês. Todavia, perambulando, inclusive por Delhi, pude constatar a quantidade de gente sedenta esperando por mais uma vitima e lucrar com suas desonestas comissões. Isso mesmo! Delhi é um ponto de partida para os mais variados destinos turísticos da Índia e, há muitas agencias de viagem ilegais. Elas contratam centenas de jovens – inteligentes, apresentáveis, dispostos a ajudar, com uma retórica impressionante e, lhes pagam comissão por cada turista ludibriado. Esses jovens estão por toda parte, inclusive em pontos turísticos. A quantidade de estrangeiros extorquidos e que sofreram com estelionato é assustadora. O pior que essa atividade ilegal é um meio econômico  e de sobrevivência para muitos.

Um conselho muito importante que dou aos estudantes e, inclusive aos turistas, que tomem muito cuidado na escolha de uma. Dê preferência àquelas que sejam vinculadas ao Ministério do Turismo e, exija uma autorização legal. Uma outra alternativa é procurar pelos Serviços de Informações Turísticas. Eles vão te indicar agências confiáveis.

Não faça da sua viagem pela Índia um pesadelo! Eu mesmo, acreditando nessa Índia ingênua, perdi USD 100,00, para uma dessas agências. Quando percebi, estava caindo num golpe e, para não me decepcionar com serviços nada amigáveis solicitei minha grana de volta, mas tive de deixar essa quantia para trás.

Enfim, fiz dessa experiência uma alerta aos demais visitantes brasileiros, inclusive aos estudantes. Ou seja, não existe uma Índia totalmente ingênua e mística!

Alexandre Costa tem 30 anos, é consultor de TI e foi fazer um curso de inglês e também praticar yoga na Índia durante suas férias