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Missionário da TI

Redação

15 Dezembro 2011 | 08h43

* Por Alexandre Garcia Aguado, de 27 anos, mestrando em Tecnologia e Inovação. Faz trabalho voluntário em Angola

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“Em meados de 2009, conversando com uma amiga, comecei a amadurecer a ideia de ir para o exterior fazer trabalho voluntário. Eu já havia considerado isso anteriormente, estava com a vida estável, mas pensava que deveria fazer algo para ajudar outras pessoas. Essa amiga me recordou sobre um amigo em comum que estava em Angola desenvolvendo trabalho voluntário, e decidi que deveria fazer o mesmo. Começo neste post a falar da minha estada na África.

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Através da congregação católica internacional Salesianos de Dom Bosco, que, além de outros trabalhos, promove intercâmbios para quem deseja praticar o voluntariado em outros países, fui em março deste ano para Luanda, a capital de Angola, onde ficarei até fevereiro de 2012. Aqui moro na sede Salesiana juntamente com outro voluntário (espanhol) e três padres e que serve como casa de passagem, onde se hospedam todos aqueles que irão realizar obras no interior ou que vêm de outros países.

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Em Angola, há uma grande carência na tecnologia. O país sofre sobretudo com a falta de mão de obra qualificada. Como minha formação acadêmica é na área de TI, o foco principal do meu trabalho aqui é a formação profissional na área de informática: formação de professores, desenvolvimento de material didático, reformulação de laboratórios, entre outros.

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Além disso, também atuo como missionário, em meio ao povo, nas comunidades, periferias e aldeias. Aqui, as pessoas têm alguns costumes e crenças bem diferentes para nós, brasileiros. Algo muito forte em vários lugares é a crença nos feitiços, na qual quando algo errado acontece, acredita-se que é fruto de feitiçaria, feita por alguém muito próximo. Muitas vezes os acusados de serem os feiticeiros são crianças, às vezes idosos. Muitas das crianças que acolhemos foram colocadas na rua acusadas de feitiçaria. Em fevereiro, parto desta experiência levando muitas riquezas, histórias e rostos que, sem duvida, me ajudaram a ser alguém melhor e mais humano.”

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