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‘Machado de Assis me derrubou’, afirma aluno sobre Fuvest

Redação

06 Janeiro 2013 | 20h22

* Por Sandro Villar, especial para o Estadão.edu

PRESIDENTE PRUDENTE – Dos 243 estudantes esperados para a segunda fase do vestibular da Fuvest, 28 não compareceram neste domingo, 6, para fazer as provas de português e redação no câmpus da Unesp em Presidente Prudente, extremo oeste paulista. Na opinião do coordenador do processo seletivo na cidade, Carlos Alberto Penatti, de 62 anos, a maioria dos faltosos era treineiro.

Alguns candidatos acharam a prova difícil. “Achei difícil porque sou ruim em português. Machado de Assis e outros escritores me derrubaram”, contou Pedro Yudi, de 18 anos, que sonha em ser engenheiro. Ele disse que não tinha informações sobre os livros Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas. “A literatura me complicou, mas mesmo assim tenho esperança de ser aprovado.” Pedro acha que acertou 6 das 10 questões de português.

Língua portuguesa também parece ser um obstáculo para Luis Henrique Teixeira Graton, de 17 anos, que quer ser economista e mora em Dracena (SP). “Redação assusta um pouco, porque a gente não sabe o tema”, disse. Mesmo assim, o rapaz acha que será aprovado.

Quem também está esperançosa é Taís Renata Zanato, de 17 anos. Ela veio de Terra Rica (PR) acompanhada da mãe, Edilça. Ela está animada: “Tenho quase certeza de que a partir de março estarei estudando na USP, fazendo o curso de Geofísica.” Apesar da animação, nem ela nem a mãe escondiam a ansiedade.

Mariana Veiga Martinho, de 17 anos, é outra que já se considera aprovada em Engenharia Química. “A prova foi fácil”, afirmou a candidata, que mora em Brasília.

Lara Regina Carvalho Néia, de 18 anos, também está otimista. “Achei a prova relativamente fácil. Não tive problemas, estou feliz e gostei”, afirmou a estudante de Arapongas (PR), que tenta uma vaga no curso de Ciências Médicas.