Inclusão Social: quando?
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Inclusão Social: quando?

Redação

27 Outubro 2009 | 07h00

“Durante esse final de semana, a televisão exibiu um programa que visava a arrecadação de fundos para a AACD (Associação de Auxílio à Criança Deficiente). Aproveitando esse contexto, falarei hoje sobre a grande tarefa da “Inclusão Social”, nas escolas, de pessoas especiais.

Tenho uma irmã que anda de cadeira de rodas, que para mim é o maior exemplo de como se vence diariamente na vida – afinal, nada para ela é um obstáculo! Na realidade, os outros é que criam obstáculos para ela e para todos os deficientes ao invés de fazer a inclusão! Minha irmã está estudando em uma ótima escola, porém, como esta só vai até o Ensino Fundamental II, estamos à procura de uma nova escola para dar continuidade.

Na semana passada, minha mãe ligou para Colégio Adventista do Tucuruvi e, sem informar que minha irmã era cadeirante, perguntou se havia vagas para o Ensino Médio e a secretária, afirmando que sim, disse que a vantagem do colégio era o número reduzido de alunos por sala… Mais tarde, ao conversar com a diretoria e aí então dizendo que minha irmã usava cadeira de rodas, a diretora afirmou que as salas eram muito cheias e que não haveria espaço para dar a atenção adequada – contrariando o que fora dito pela secretária! Além disso, a diretora afirmou que o Ensino Médio ficava no andar superior, cujo acesso ficaria impossibilitado, desde já retirando nossas expectativas… Como se não bastasse isso, ela concluiu dizendo que a escola possuía “pós-graduação” em inclusão social (risos)!


A inclusão social é muito mais difícil que uma prova de vestibular e a única alternativa para torná-la viável é a disposição! Disposição por parte dos diretores em querer se envolver com os casos, compreendendo que a inclusão de um deficiente não é um problema, mas uma vantagem! Alunos que crescem e convivem com deficientes tornam-se muito mais solidários, amorosos, cidadãos e coletivistas. As escolas que não incluem, perdem essa oportunidade e seus alunos crescem com aquele velho tabu de que deficiente é sinônimo de problemas e gastos e, quando crescem, tornam-se tão frios como essas diretoras que “acham” que têm pós-graduação em inclusão social, mas que na verdade precisam de um doutorado e até PhD, mas isso, não se adquire em faculdades, mas sim, na vivência e, sem inclusão, não há vivência.

Parabenizo à diretora do Colégio Angelli Bonni, atual escola de minha irmã, por sua disposição em recebê-la e, enquanto a outra diretora do Colégio Adventista diz que a sua frase-chave é o versículo de Isaías “alarga o espaço da tua tenda e as tuas estacas porque transbordarás”, essa diretora já está fazendo isso ao incluir com sensibilidade e disposição!”